Ayrton Vignola/AE - 06/04/2011
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Luiz Felipe Scolari agradece Gaviões da Fiel por novo clima no Palmeiras

Colegas brincam com Kleber depois que a Uniformizada revelou que ele é 'corintiano'

DANIEL AKSTEIN BATISTA, Agência Estado

24 de agosto de 2011 | 15h58

SÃO PAULO - A rivalidade entre Palmeiras e Corinthians ganhou novo capítulo nos últimos dias, quando a torcida organizada Gaviões da Fiel revelou que o atacante Kléber é um de seus sócios desde 2001. Ou foi naquela época. A poucos dias do clássico entre as equipes, que acontece neste domingo, em Presidente Prudente, pelo Brasileirão, tal episódio poderia gerar um desconforto no Palmeiras.

De acordo com o técnico Luiz Felipe Scolari, no entanto, o efeito foi o oposto e o clima só melhorou nos últimos dias. Antes tensos, os atletas passaram a brincar com o 'corintiano' Kleber. "A Gaviões fez um bem para o Palmeiras, deixou o ambiente aqui mais alegre", declarou Felipão nesta quarta-feira, garantindo que a revelação da torcida organizada não mudará nada no seu time. "O batedor de pênalti oficial do Palmeiras vai ser o Kleber. O segundo, é o (Marcos) Assunção. E o terceiro, o Henrique, independentemente para qual time eles torcem", completou.

Na última vez em que Palmeiras e Corinthians se enfrentaram, na semifinal do Campeonato Paulista, Felipão acabou expulso após discussão com o técnico Tite. Neste domingo, ele não estará no banco de reserva por causa de suspensão aplicada pelo STJD, e será substituído por seu auxiliar, Flávio Murtosa.

"Não vou falar nada sobre o clássico, eu estou suspenso. Qualquer coisa sobre domingo falem com o Murtosa, eu não vou falar nada. Aliás, eu falo muito, né?", disse o treinador palmeirense, lembrando da discussão com Tite, quando foi acusado de "falar muito" pelo rival.

SUL-AMERICANA

Antes do clássico, o Palmeiras tem compromisso diante do Vasco, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela Sul-Americana. A equipe também não terá Felipão no banco de reservas. Desta vez, não por punição, mas por decisão própria: um desentendimento com o auxiliar Roberto Braatz, que fará parte do trio de arbitragem.

O treinador teve um entrevero com Braatz na partida diante do Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, quando foi expulso. E, para evitar novos problemas, Felipão decidiu não dirigir o time do banco. "De que adianta? Eu vou olhar para o lado e vão querer me expulsar. Deixa o Murtosa ficar lá", afirmou.

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