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Luizão dá adeus nesta quinta-feira

Luizão termina sua passagem pelo São Paulo nesta quinta-feira. Vai defender o Nagoya Grampus, no Japão, time dirigido por Nelsinho Baptista. Uma transferência acertada no final de março. E que, talvez, não se concretizasse se o convite chegasse nesta segunda-feira. Ele tem dito a amigos que está muito feliz no São Paulo e, que se fosse convidado agora para sair, teria dificuldades para aceitar, apesar de receber em dólares a partir de sua chegada ao Japão. A decisão de sair foi concretizada em 31 de março. O São Paulo enfrentaria a Portuguesa, precisando apenas de um empate para ficar com o título. E Leão não o colocou nem no banco de reservas. Ele, que sempre foi titular e que já aceitava, com dificuldades, um lugar no banco, resolveu sair ao receber o que considerou um grande desprestígio. Tudo mudou com a chegada de Paulo Autuori. O novo treinador o fixou como titular e Luizão voltou a jogar bem. ?Nos últimos três anos, ele foi o único técnico que me chamou de lado e me passou toda a confiança que necessitava para jogar?, disse Luizão a um amigo muito chegado. Ele compara Autuori a Luiz Felipe Scolari, que, contra a opinião geral, o levou para a Copa do Mundo de 2002. Mesmo para jogadores experientes, com mais de dez anos de carreira, é bom saber que tem o apoio e a confiança de quem define a escalação. Luizão comemora também a identificação que conseguiu com a torcida do São Paulo, apesar de já haver defendido ? com sucesso ? os rivais Palmeiras e Corinthians. O motivo é a identificação que ambos ? jogador e a torcida ? têm com a Libertadores. Luizão acha que mostrou raça em campo, como é seu estilo, e que a torcida entendeu isso, nunca fazendo menção a suas passagens anteriores por outros clubes. Pode ser uma despedida em grande estilo, com o título de campeão da América no currículo. Mais um, pois venceu também com o Vasco, em 1998. Mas, mesmo que o título não venha, essa Libertadores já marcou a vida e o currículo de Luizão. Ele fez quatro gols e chegou a 27, passando a ser o brasileiro que mais gols fez em Libertadores. Superou Palhinha, atacante do Cruzeiro da década de 70 e que marcou 25 gols na competição. ?Sempre disse que um dos motivos para jogar no São Paulo foi o fato de poder passar o Palhinha. Foi bom conseguir isso?, disse Luizão. De partida, leva também a lembrança de deixar o Brasil com os salários em dia, o que não ocorreu no Botafogo. ?Assinei com eles porque admirava o Bebeto de Freitas. Fizemos um acordo para receber o dinheiro em seis vezes. Não pagou e fizemos novo acordo para dez vezes. Ainda não recebi nada?.

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