Luizão está em paz com corintiano Sebá

Luizão é de paz e, para ele, tudo pode se resolver numa mesa de bar. O atacante são-paulino não deu bola para a confusão no final do clássico de domingo e perdoou completamente o zagueiro corintiano Sebá, que tentou partir para a briga após o jogo. "Nunca briguei na minha vida, não vai ser agora que estou chegando perto do fim da minha carreira", disse o atacante, nesta segunda-feira, no CT do São Paulo.Luizão explicou a confusão e até convidou o argentino para um programa. "Eu estava segurando a bola, fazendo uma cera, aí ele me provocou. Disse coisas que prefiro não repetir, acho que foi infeliz, mas é normal de um clássico. Depois, no final, brinquei com ele e ele quis brigar. Eu baixei a cabeça e fui para o vestiário", afirmou o são-paulino. "Se ele quiser sair comigo para comer ou tomar alguma coisa, está tudo certo. O pessoal do Corinthians tem o meu telefone, é só ligar. Ele sabe que errou e eu sei, por pessoas do Corinthians, que ele é boa gente." Sebá não apareceu no Corinthians nesta segunda-feira, era dia de folga, então o convite fica em suspenso. Também não seria para já, não só porque os ânimos podem ainda estar quentes no Parque São Jorge, mas porque Luizão embarca nesta terça-feira para a Bolívia. O atacante são-paulino saiu contente do clássico em razão da boa atuação que teve e, mais ainda, porque viaja como titular do time na estréia na Copa Libertadores, na quinta, contra o The Strongest, em La Paz, em razão da contusão de Diego Tardelli, que só deve voltar na próxima semana. "Fiz meu melhor jogo pelo São Paulo. Se uma das duas chances que tive entrasse, sairia do Morumbi consagrado", disse o atacante, que tem sete jogos e dois gols com a camisa tricolor. Pé de coelho - Contratado no início do ano, Luizão assume que tem sorte na Libertadores: foi campeão com o Vasco, em 1998, e artilheiro pelo Corinthians, em 2000, com 14 gols, a melhor marca de um brasileiro em uma edição do torneio.Além disso, se fizer três gols nesta edição, chega a 26 e supera o cruzeirense Palhinha como o maior goleador do País em Libertadores. "Parece que a Libertadores me procura. Eu não queria jogar por causa da lesão do Tardelli, mas espero me firmar como titular ou pelo menos complicar a cabeça do (técnico) Leão", afirmou Luizão, que nunca jogou na altitude de La Paz, mas acha que não terá problemas. "Com a idade, a gente aprende a cortar caminhos dentro de campo. E a Libertadores é uma competição que eu gosto, me dou bem. São jogos truncados, brigados, para quem tem raça. Espero que tudo o que eu já fiz na Libertadores, eu repita agora pelo São Paulo." Além de Diego Tardelli, o São Paulo vai à Bolívia sem o zagueiro Fabão, também vetado por contusão. O próximo compromisso do time no Paulistão será no domingo, em Jundiaí (SP), contra o Paulista. Para este jogo, Cicinho e Mineiro estão suspensos por cartão amarelo.

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