Luizão sonha com a tríplice coroa

Luizão quer ser um tríplice coroado. Ele, que já foi campeão paulista pelo Palmeiras, em 1996, e pelo Corinthians, em 2001, sonha em repetir a dose pelo São Paulo. "Estou com muita saudade de ser campeão. É uma sensação maravilhosa, que não sinto desde a Copa da Coréia e Japão", diz o jogador, que faz nesta quinta-feira sua primeira partida como titular do São Paulo, substituindo Grafite, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.Ele garante que a vontade de ser campeão é algo que não tem a ver com o momento atual de sua carreira, marcada mais por dúvidas do que certezas, apesar do gol - o primeiro pelo São Paulo - marcado contra o Palmeiras, domingo. "Não tenho nada a provar. Quero ser campeão porque é gostoso, é ótimo, só isso. Minha média é de um gol a cada dois jogos, isso mostra que sou artilheiro e que estou pronto para brilhar também no São Paulo."São números - 243 gols em 493 jogos - que mostram uma carreira consolidada, mas escondem três anos de incerteza. De 2002 até hoje, Luizão disputou apenas 74 jogos e marcou 21 gols - um a menos do que fez em 2001, pelo Corinthians. Passou sem sucesso pelo Grêmio e Hertha Berlim e recebeu calotes de Corinthians e Botafogo.Na equipe carioca, começava a recuperar seu bom futebol - fez nove gols em 16 jogos - mas uma contusão no joelho o afastou novamente. Recuperou-se no São Paulo. E, hoje, diz estar pronto para marcar. "O São Paulo cria muitas chances. A bola sempre está na área e isso é ótimo para um centroavante, para alguém que joga na área. Não vai ser difícil continuar fazendo gols."Contas - "São pelo menos três chances por jogo. Dá para fazer pelo menos um gol", diz o centroavante, como gosta de ser chamado. "Hoje em dia tem pouca gente que joga na área como eu. O Washington, o Romário, o Mendes, do Mogi Mirim, o Luiz Cláudio, do São Caetano, e mais alguns."Ele conversou com Cicinho e Júnior. "O Luizão disse que se a gente chegasse no fundo em velocidade o cruzamento tem de ser no primeiro pau, porque ele se antecipa ao zagueiro. E quando a jogada for mais lenta é para o cruzamento chegar no segundo pau que ele vai estar lá. Ele vai ser uma referência na área", diz Cicinho.

Agencia Estado,

23 de fevereiro de 2005 | 21h13

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