Luizão vira o nome da vez no São Paulo

Gordinho, fora de forma, sem ritmo de jogo, vive contundido... O atacante Luizão esnobou todos os comentários negativos e tornou-se o nome do momento no São Paulo. Diante do Universidad de Chile, quinta-feira, anotou o gol da classificação às oitavas-de-final da Libertadores e, de quebra, igualou a marca de maior artilheiro brasileiro da competição, ao lado de Palhinha (ex-Cruzeiro e Corinthians), com 25. Seu faro de gol deve lhe garantir uma vaga entre os titulares. Recebeu muitos elogios e pode ganhar a posição de Diego Tardelli. "O time está de parabéns, lutou do início ao fim. Contra o Fluminense, o Grafite volta. No mais, não deve ter muita diferença", afirmou o técnico interino Milton Cruz, que foi bastante aplaudido no vestiário, por dirigentes e conselheiros, após o empate de 1 a 1. A pequena diferença deixada no ar por Milton seria a saída de Tardelli. Na quinta acabou substituído. Luizão usou a boa fase para dar recados. "Não estou mais com idade de ficar no banco. Entendo opinião de qualquer técnico, mas quero jogar. Minhas características são diferentes e acredito que isso possa me ajudar", disse. "E com uma seqüência de jogos, as atuações melhorarão naturalmente." Além da disputa por vaga, Luizão entrou em outra briga, esta com a Conmebol. O atacante enviou ofício à entidade tentando receber o crédito de um gol feito no Olímpia, em 2000, quando defendia o Corinthians. O árbitro anotou para Kleber, que apenas havia cruzado a bola. "Já mandamos a fita para a Confederação Sul-Americana e espero que eles revejam isso. Para mim é importante." Já Tardelli tenta ficar bem com os dirigentes e amenizar atos de indisciplina. Sobre os 12 minutos de atraso na sexta-feira, pôs a culpa na quebra do carro. Sobre não estar vestido adequadamente no embarque para o Chile, afirmou ser erro de quem lhe enviou a roupa. "Não recebi a gravata." Técnico - Será que a diretoria vai repetir 2003 e promover o interino Milton Cruz a técnico até o fim da temporada? Se depender do superintendente Marco Aurélio Cunha, a possibilidade ganha força. "O Milton está no nível de todos os outros treinadores à disposição, prestigiadíssimo. Se quiser seguir, estou aqui para apoiá-lo". Tudo pelo belo resultado no Chile. "Ficamos muito felizes, não sentimos a ausência do Leão. Ao contrário, nossa estrutura funcionou bem."

Agencia Estado,

22 Abril 2005 | 19h42

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