Lulinha é garantia no rolo da venda de Carlos Alberto

Clube quer receber antes da decisão da Justiça os R$ 5 milhões referentes à venda do meia ao Werder Bremen

Marcel Rizzo e Martín Fernández - Jornal da Tarde,

11 de setembro de 2008 | 21h00

O Corinthians fez um pedido à 1.ª Vara Cível de São Paulo para conseguir receber antes da decisão final da Justiça os 2 milhões de euros (cerca de R$ 5 milhões) referentes à parte da venda do meia Carlos Alberto, hoje no Botafogo, ao Werder Bremen. O negócio foi feito em 2007. O valor foi depositado em juízo pelos alemães.Veja também: Corinthians consegue árbitro de fora contra paulistas Investigação descobre que a MSI tem outra empresa em IsraelDê seu palpite no Bolão Vip do LimãoCaso a decisão final, sem data para ocorrer, não seja a seu favor, o clube colocou como garantia de que devolverá em dinheiro parte do terreno do Parque São Jorge e os direitos econômicos de uma eventual venda de Lulinha. A multa rescisória do jogador está estipulada em US$ 50 milhões (R$ 85 milhões)."Lulinha não foi dado como garantia. Foi uma formalidade meramente processual, mas o fato é que a juíza não liberou ao Corinthians o valor consignado pelo Werder, que permanece depositado em juízo. O imóvel e a eventual transferência do Lulinha encontram-se livres e desembaraçados de ônus", explicou o advogado corintiano Luiz Felipe Santoro.No documento enviado pelo Corinthians à Justiça em 16 de abril, o departamento jurídico do clube explica que a caução dos direitos de Lulinha é uma garantia extra caso o terreno não satisfizesse a juíza."Como o prazo para a obtenção de uma certidão atualizada da matrícula do imóvel oferecido pelo Corinthians em caução era maior do que o prazo que tínhamos, oferecemos como reforço da garantia os direitos (do Lulinha)", afirmou Santoro. "O valor é bem expressivo".O CASOO clube alemão chegou a pagar ao Corinthians a primeira parcela, no valor de 3 milhões de euros (R$ 7,5 milhões). Mas, antes de pagar as outras duas parcelas (de R$ 2 milhões cada uma), foi ameaçado pela MSI. A antiga parceira do clube paulista alega ter sido ela quem comprou o jogador antes de emprestá-lo ao Corinthians. Por isso, afirma ter direito à quantia.O Werder, alegando que não sabia para quem pagar, depositou em janeiro 2 milhões de euros em juízo, no Brasil. A outra parcela de 2 milhões de euros deve ser paga até dezembro. Os alemães esperam agora que a Justiça brasileira defina quem é o dono do dinheiro.O Corinthians também já acionou a Fifa para receber a grana. Cartolas do clube dão como certo a vitória na entidade máxima do futebol, que fica na Suíça.Quando os alemães demonstraram interesse em contratar o lateral-esquerdo André Santos, o presidente Andres Sanches foi aconselhado a só fazer negócio com o Werder caso eles pagassem a dívida de Carlos Alberto. A negociação não se concretizou.Lulinha e seu empresário, Wagner Ribeiro, não foram encontrados para comentar o caso.

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