Luqueño diz ter recebido 'mala-preta' de são-paulinos

Presidente do clube paraguaio afirma que atletas ganharam US$ 50 mil para ajudar os brasileiros na Libertadores

Redação,

06 de maio de 2008 | 13h38

Os jogadores do time paraguaio Sportivo Luqueño foram incentivados (a popular mala-preta) por pessoas próximas ao São Paulo para vencer o Audax Italiano, do Chile, em 23 de abril, pelo Grupo 7 da Copa Libertadores, segundo afirmou o presidente da equipe paraguaia, Fernando Ramón González.   Procurada pela reportagem do estadao.com.br, a diretoria do São Paulo ainda não se posicionou sobre as declarações do presidente do Sportivo Luqueño.   Veja também:  Rogério diz que espera Morumbi lotado contra o Nacional   Mesmo eliminado antecipadamente, o Luqueño goleou por 4 a 1 o Audax, em Luque, a 15 quilômetros de Assunção. Essa vitória favoreceu o São Paulo que, nesse mesmo dia, venceu o Atlético Nacional, da Colômbia, por 1 a 0, e garantiu sua classificação.   Segundo González, foi feita uma oferta de US$ 50 mil aos jogadores do time, que teve como intermediário foi o brasileiro Charles da Silva, que joga no Luqueño.   "O que mais dói é que não nos falaram", enfatizou o presidente do time paraguaio, que acrescentou que "nós nos demos conta no dia da partida, quando vimos que eles [jogadores] estavam felizes e com dólares nas mãos".   "A verdade é que nós, os dirigentes, não nos metemos nisso. O que não gostamos é que tenham nos avisado só depois. Não confiaram em nós, como se fôssemos tirar o dinheiro deles", continuou o dirigente.   González afirmou que a "direção não considera o incentivo ruim, não é como o suborno, que se houvesse ocorrido teria conseqüências graves".   Apesar da confirmação do dirigente, o jogador Diego Martínez negou que os atletas receberam o incentivo.   O São Paulo enfrenta nesta quarta-feira o Nacional, do Uruguai, no jogo de volta das oitavas-de-final da Libertadores e que vale vaga para as quartas-de-final.

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