Lusa aceita acordo com Ricardo Oliveira

A diretoria da Portuguesa se esforça para impedir que o atacante Ricardo Oliveira assine contrato com o Valencia, da Espanha, e o Santos saia lucrando cerca de R$ 3 milhões. Os dirigentes do Canindé entendem que os direitos federativos do atleta ainda pertencem à Portuguesa, mesmo que o jogador tenha conseguido se livrar por intermédio de uma liminar concedida pela Justiça. Assim que souberam da negociação entre Santos e o clube espanhol, os diretores da Portuguesa iniciaram uma correria para notificar a Fifa, a CBF e o comprador da atual situação do atleta. Após perder em primeira instância, ainda aguarda o julgamento do caso, que está na 15ª Vara do Trabalho de São Paulo, com a juíza Maria Fernanda de Queiróz da Silveira. ?Há 20 dias, eu e o presidente Heleno fomos ao escritório do procurador do Ricardo, Hamilton Bernard, propor um acordo para definir essa situação. A Portuguesa quer 50% do passe do atacante. E os outros 50% ficam para o próprio jogador ou para o Santos. Isso eles que decidam. Não tivemos retorno de ninguém", revelou o vice de futebol, Silvio Moredo. ?Agora, vamos aguardar a Justiça." Sobre a equipe que enfrenta o Mogi Mirim, nesta sexta-feira, às 20h30, no interior paulista, o técnico Luiz Carlos Martins definiu que o jovem Danilo, de 19 anos, será o substituto de Alex Alves. ?Ele está há mais tempo aqui. Disputou a Copa São Paulo de Juniores do ano passado e vinha treinando bem entre os reservas. Estou dando toda a moral para ele crescer na posição. Só precisa entrar no time e jogar com simplicidade", explicou o treinador. Apesar da chegada de Müller, Danilo era um dos mais empolgados com a oportunidade que surgiu após a saída de Alex Alves. Com relação ao novo reforço, diz que ?é um incentivo a mais. É um cara vitorioso. Pior se viesse um atacante desconhecido de qualquer canto do País. Quando eu era moleque, via esse cara jogando. Era fã de carteirinha dele", lembrou. Outra opção para o ataque seria a entrada de André Luís, que costuma ajudar a equipe ao longo das partidas. ?Estou batalhando para ser titular, mas não quero passar por cima de ninguém." O técnico entende que o atacante rende melhor quando entra durante o segundo tempo.

Agencia Estado,

30 de julho de 2003 | 21h03

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