Lusa admite dívida com Banif, mas contesta valores

Às vésperas da estreia no Campeonato Paulista da Série A2, uma polêmica agita a Portuguesa. Antigo parceiro do clube, o banco português Banif moveu quatro ações contra o clube para cobrar uma dívida de R$ 43 milhões, referentes a empréstimos realizados em nome da Lusa.

AE, Agência Estado

14 Janeiro 2013 | 18h38

Foram quatro ações em quatro varas cíveis diferentes de São Paulo. Duas ações têm valor de R$ 4,2 milhões e duas de R$ 17,1 milhões. Além da Portuguesa, foram notificados o presidente Manuel Da Lupa, sua esposa, Maria de Fátima Ferreira, e o vice-presidente Luiz Iaúca.

Principal alvo, Da Lupa admitiu a dívida, mas contestou os valores. "Não estou falando que não há dívida. Só estamos contestando os valores. Estas coisas que falam nos jornais são todas plantadas pela oposição", disparou.

Para defender-se, o dirigente lembrou a dívida astronômica na época em que assumiu o clube, em 2005. De acordo com ele, na oportunidade os débitos giravam em torno de R$ 296 milhões. "Foram necessários os empréstimos. Hoje, quase não temos mais dívidas trabalhistas sendo executadas", justificou.

Da Lupa afirmou que todos os empréstimos foram realizados para tocar a administração da Lusa e não para benefícios próprios, como apontam algumas acusações. "Desde que eu assumi o clube até 2011, todos os balanços financeiros foram aprovados pelo clube. E o balanço de 2012 também será aprovado", prometeu.

Pelo fato das ações terem sido movidas em quatro locais diferentes, o presidente da Portuguesa acredita que a decisão deva demorar até cinco anos. "Quando formos notificados, vamos nos defender. Mas eu acredito em um acordo. Já tivemos duas reuniões neste sentido. Vamos buscar um parcelamento, mas apenas dos valores que forem devidos", finalizou.

Pertencente a um grupo português, o Banif utilizava sua parceria com a Portuguesa com a estratégia de "valorizar" suas origens lusitanas. A empresa chegou até mesmo a ser patrocinador master do clube do Canindé. No entanto, a crise econômica que assola a Europa e a troca de toda sua diretoria motivaram o banco a cobrar a dívida com a Lusa.

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