Lusa discorda de arquivamento de processo pelo TJD

O presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, lamentou o arquivamento do processo sobre a acusação de suborno ao zagueiro da Ponte Preta, Jean, no Campeonato Paulista. O dirigente disse acreditar que o desfecho seria bem diferente se algum clube grande estivesse envolvido.

AE, Agencia Estado

13 de maio de 2009 | 18h40

"O fato veio na minha mão e eu fiz meu dever. Eles que tinham que decidir. Mas acredito que se fosse um clube maior, a história seria outra. O caso seria levado ao Ministério Público", afirmou o mandatário.

O Tribunal de Justiça Desportiva relatou que "não havia denúncia formal ou informal da Portuguesa" contra alguém. Mesmo assim sugeriu aos que se sentiram ofendidos buscarem a Justiça Comum.

"Sou advogado. Desde a primeira vez que falei com vocês da imprensa, eu mantive minha palavra. Mandei apurar uma denúncia. Agora temos que respeitar a decisão deles", finalizou.

Mas Jean pensa de outra forma e deve, nos próximos dias, tomar a decisão de processar Manuel da Lupa por danos morais.

"Vamos, a princípio, recorrer ao TJD, pedindo uma punição ao presidente da Portuguesa. E estamos pedindo na esfera criminal e cível, porque ele falou muito, então vai ter que provar. Se ele foi homem para falar, vai ter que provar", disse o zagueiro da Ponte Preta, visivelmente irritado.

Jean cometeu um pênalti nos minutos finais do jogo contra o Santos, em Campinas, válido pela última rodada da fase de classificação do estadual. Com isso, o Santos venceu a Ponte Preta, por 3 a 2, classificando-se à semifinal do Paulistão. Segundo Da Luppa, ele teria recebido denúncias de que Jean teria recebido R$ 20 mil para facilitar o jogo ao adversário.

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