JF Diorio
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Lusa quer ajuda dos grandes de São Paulo para se reerguer

Presidente quer jogadores sem espaço para jogar a Série C

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2015 | 07h00

A Portuguesa atua em duas frentes para se reerguer após o rebaixamento no Campeonato Paulista – o quarto em quatro anos, considerando também o Brasileirão: reforçar a equipe para a disputa da Série C com jogadores dos clubes de São Paulo por meio de parcerias e acelerar o projeto de modernização do Canindé, que inclui a construção de arena menor, um centro comercial e um hotel, projeto considerado como salvação financeira por alguns dirigentes. Para tirar o negócio do papel, o clube aguarda um parecer da Prefeitura, previsto para o final do mês. 

Dentro de campo, o presidente Jorge Gonçalves, que assumiu o clube após a renúncia de Ilídio Lico e cumprirá o mandato até o final de 2016, pretende reforçar a equipe com jogadores não utilizados por Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo para a disputa da Série C, competição da qual o time vai participar pela primeira vez na sua história. A iniciativa já foi tomada pela própria Lusa em outros momentos recentes de crise, como na contratação do meia Boquita, em 2013. 

“O grupo se esforçou bastante, passou por situações muito difíceis (atrasos nos salários), mas os resultados no Paulista mostram que o time precisa se reforçar”, disse o presidente. 


Fora de campo, o clube aguarda o parecer jurídico da Prefeitura de São Paulo sobre a venda de 55 mil metros quadrados que são usados atualmente em comodato — a Portuguesa é dona dos outros 45 mil metros que totalizam os 110 mil metros quadrados. O investimento sairá de um fundo montado pela construtora parceira no negócio. 

Paralelamente, o presidente espera resgatar a credibilidade do clube por meio de uma gestão mais transparente. A primeira medida prática é realizar um simpósio no dia 25 para que os torcedores possam opinar sobre os rumos do clube. Para ele, a transparência é palavra fundamental – ao lado do planejamento – para conquistar investidores e parceiros, outra prioridade. 

Pedro Daniel, gerente de esportes da consultoria BDO, afirma que essa reconstrução leva tempo. “A Portuguesa tem dívida de time grande, mas receita de time pequeno. A lição de casa é redução de custos e parcelamento da dívida para começar a resgatar a credibilidade no mercado.” 

A torcida uniformizada do time parece que não terá tanta paciência. Por meio de nota divulgada ontem, os torcedores afirmam que esperam mudanças no futebol e no clube já para a próxima partida – contra o Ituano, pela Copa do Brasil. 

“Exigimos mudanças urgentes. Caso contrário, os culpados serão encontrados e cobrados”, diz a nota. 

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