Divulgação/América-RJ
Divulgação/América-RJ

Lutando por sobrevivência, América-RJ comemora passo para 'destombar' sede

Clube espera vender imóvel para melhorar sua situação financeira

Estadão Conteúdo

14 de dezembro de 2016 | 16h42

Enquanto em São Paulo a Portuguesa confiava no tombamento do estádio do Canindé para se manter viva, no Rio de Janeiro outro clube tradicional, o América-RJ, vive uma batalha para conseguir reverter o tombamento da sua tradicional sede, localizada no bairro da Tijuca. Na terça-feira, finalmente o tema foi votado em primeira instância na Câmara Municipal do Rio, que aprovou o 'destombamento'.

Não há mais tempo, entretanto, de votar ainda este ano em segunda instância o Projeto de Lei Complementar 169/2016, o PLC 169. Assim, o tema só será apreciado no ano que vem, por uma nova legislatura. Se o projeto for aprovado, ainda precisará, depois, ser sancionado pelo prefeito eleito Marcelo Crivella.

O PLC 169 é tratado como a salvação do América. Uma dívida com o lateral China, que defendeu o clube entre 2014 e 2015, levou a sede do clube a leilão, convocado para acontecer em 14 de fevereiro.

O imóvel de número 118 da Rua Campos Salles, entretanto, foi tombado pelo prefeito Eduardo Paes em 2012, a pedido do próprio clube, que na época já queria evitar que imóvel fosse vendido em leilão. Pelo decreto de quatro anos atrás, o imóvel só pode ser utilizado para fins esportivos, recreativos e de lazer. Um cenário que impede sua comercialização, por qualquer meio.

A diretoria do América, entretanto, acredita que a salvação do clube está na venda do imóvel para uma empresa que construiria um prédio comercial. O América utilizaria a parte superior deste prédio, em área até maior do que a disponível antes de o imóvel ser fechado para reforma, há dois anos.

"Após realizar um diagnóstico da situação financeira, fiscal e patrimonial do clube, ficava evidente que somente uma profunda reestruturação institucional seria capaz de salvá-lo da falência iminente. Em face disso, concluiu-se que o presente projeto seria a melhor e talvez a única alternativa capaz de salvar o America de sua extinção", disse, em carta, o presidente do América, Léo Barros Almada, no mês passado.

Foram cinco adiamentos seguidos até que a Câmara votasse o projeto na terça-feira à tarde, quando os 31 vereadores que registraram presença votaram a favor do interesse do América. Nas galerias, diversos torcedores do América, com faixas e camisas do clube, comemoravam.

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