Luto pelo Papa pára o esporte polonês

As homenagens pela morte do Santo Padre uniram as torcidas rivais do Wisla e do Cracóvia, os mais importantes clubes cracovianos. Torcedores das equipes estiveram juntos, no domingo, ao pé da janela do Palácio Episcopal, lugar onde ficava João Paulo II em suas visitas à Polônia.Os dois times, fundados em meados da década de 20, mantêm uma história de rivalidade que, a exemplo do que acontece no futebol brasileiro, já culminou em brigas e torcedores feridos.Inspirados pelo clima de entrega ao Papa nativo, os chefes das torcidas decidiram pôr fim aos enfrentamentos. Os comentaristas esportivos da Polônia afirmaram que este é um fruto concreto dos ensinamentos deixados por João Paulo II. Em sinal da nova paz, centenas de aficionados colocaram flores embaixo da janela em que o Santo Padre conversava com os fiéis.Todas as atividades esportivas foram suspensas na Polônia, muitas delas a pedido de torcedores e jogadores. "A anulação está em vigor até nova ordem e concerne a todas as divisões", disse o porta-voz da Federação Polonesa de Futebol, Michal Kocieba. As federações de basquete e de vôlei também suspenderam as partidas e os judocas poloneses, que iriam participar da Copa do Mundo, não viajaram para Bucareste e Madri.O ex-jogador Zbigniew Boniek, terceiro artilheiro da Copa do Mundo de 1982 e um dos ídolos do futebol polonês, não conseguiu expressar sua dor pela morte do Papa. "Estou triste demais para poder falar."

Agencia Estado,

04 de abril de 2005 | 09h14

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