Luxemburgo acha que foi bem na CPI

Terminou, na CPI da CBF/Nike, o depoimento do ex-técnico da Seleção Brasileira Wanderley Luxemburgo que, ao contrário de sua presença na CPI do Futebol, em 30 de novembro de 2000, desta vez esteve aparentemente mais tranqüilo e como ele próprio afirmou, "com a vida contábil mais organizada". Naquela vez em que fui ao Senado eu estava mais nervoso. Fui pego de surpresa. Agora não. Graças a Deus minha vida contábil, minha vida pessoal, minha vida profissional estão mais tranqüilas", disse Luxemburgo.Mas o relator da comissão, deputado Silvio Torres (PSDB-SP), afirmou que, apesar de o técnico haver respondido a todas as questões "algumas delas, como a diferença contábil de R$ 10 milhões - entre 95 e 99 - não estão ainda totalmente justificadas".Wanderley Luxemburgo atribuiu ao fato de nesse período 95 e 99 haver movimentado em sua conta bancária R$ 18.822.076,36 e só ter declarado R$ 8.503.709,82 à Receita Federal, como "transações entre as contas pessoais", além de movimentações entre as contas e resgates de aplicação". Apesar das justificativas de Luxemburgo, a CPI do Futebol continua afirmando que essa diferença de pouco mais de R$ 10 milhões se trata de movimentação de terceiros, ou seja, de outras pessoas para Luxemburgo, ao contrário do que disse o técnico.

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