Luxemburgo acha que há muito a fazer

A vitória sobre o Santos não deixou o técnico Vanderlei Luxemburgo totalmente satisfeito. Apesar dos progressos visíveis da equipe, o treinador fez um alerta: ainda falta muito ao time. "Claro que estou feliz pelo bom resultado, mas não se pode esquecer que o trabalho ainda está apenas começando e que muitas coisas ainda precisam melhorar". De acordo com o técnico, o time ainda vive uma fase de adaptação ao novo estilo de jogo - bem mais ofensivo do que na época de Celso Roth. Além disso, jogadores importantes para a definição tática ainda estão se acertando no conjunto. Até citou alguns casos, como Itamar, Christian e Alex. "O Alex conhece o meu trabalho mas ainda não está no melhor de sua forma física. O Itamar vem tendo um bom desempenho mas está apenas chegando ao Palmeiras, e o Christian vive uma fase de reconhecimento. A tendência é que o time se encaixe com o tempo e a seqüência do trabalho", observou o técnico. Os jogadores também confirmaram as palavras do treinador. Quando Luxemburgo chamou Alex no segundo tempo e perguntou como ele se sentia, o meia foi claro. "Estou morto". Só por isso ele deixou o time.Aliás, Vanderlei Luxemburgo fez as duas alterações em função das mudanças de Celso Roth. "O Roth foi inteligente quando voltou para o segundo tempo com o William e jogou dois atacantes em cima de nossa zaga. A defesa do Palmeiras ficou muito presa atrás. Além disso, não estávamos ganhando a segunda bola (o rebote). Por isso decidi colocar o Juliano no lugar do Alex, que estava cansado, para marcar o William, e o Muñoz no lugar do Lopes. Aí o time voltou a ser ofensivo". Para os jogadores, ter vencido o Santos foi um alívio. Por todos os problemas que enfrentaram com Celso Roth no ano passado, a vitória era ponto de honra para a grande maioria. Eles só não admitem isso abertamente. "Vencer um clássico é sempre importante, independentemente de quem está do outro lado ou onde é o jogo", resume o volante Alexandre. Já o goleiro Marcos, que salvou o gol de empate do Santos numa cabeçada de Marcelo Silva, no final do jogo, afirmou que a bola não ultrapassou a linha fatal. "Eu posso até ter caído para dentro do gol, mas não a bola. Até fiz questão de dizer ao árbitro: nessa jogada, o senhor pode ficar tranqüilo, acertou".

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