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Luxemburgo: conquistar o mundo em 7 meses

Conquistar o mundo em sete meses. Esse é o projeto de Vanderlei Luxemburgo para o Santos, na sua volta ao clube, depois de seis anos e quatro meses. Quanto surgiu a proposta para que retornasse à VilaBelmiro, Luxemburgo lembrou-se da ´chuva de moedas´ com que foirecepcionado e das ofensas que ouviu quando, em 1998, pela primeira vezteve que ir à Vila Belmiro, como técnico do Corinthians, e então ficouem dúvida. Convenceu-se de que deveria abrir as negociações com opresidente do clube, Marcelo Teixeira, apenas ao ouvir de seu assessorde imprensa, Luiz Lombardi, que mora em Santos, que a sua rejeição, queaté há pouco tempo era de quase 100%, havia caído muito, levando emconta algumas pesquisas de opinião e depoimentos de conselheiros edirigentes, apoiando a sua contratação. "Tive propostas concretas da Europa. Viajei, fiquei mais de um mêspor lá, sentei e discuti. Havia possibilidade de um acerto, mas resolviadiar a minha idéia de ir trabalhar na Europa. O que me motivou foi quena minha trajetória profissional, faltam os títulos da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes. Se conseguirmos neste ano, ótimo. Caso contrário, renovaremos o contrato por um ano, com a minha filosofia de trabalho já implantada." Além de admitir que situação do time na Libertadores está difícil,Luxemburgo sabe que enfrentará outros obstáculos. Bastou entrar na VilaBelmiro, sábado à tarde, para que ele percebesse que está longe de serunanimidade no clube e na cidade. O estádio tinha pouco mais de 4 mil torcedores e o novo técnico, provavelmente para sentir o clima, preferiu assistir ao jogo contra o Juventude (2 a 1 para o Santos), numa cabina aberta, acima das sociais, onde se concentram os santistas mais fanáticos. E influentes também. E não foram poucos os que gritaram ofensas e voltaram a chamá-lo de mercenário. Inteligente, na primeira coletiva de imprensa, Luxemburgo ´jogou´para torcida, deixando claro que vai exigir de Alex e Paulo Almeida,que vão deixar o clube no meio do ano, a promessa de que vão entrar nas´divididas´. "Tirou o pé está fora", simplificou. Sobre os protestos,preferiu não demonstrar desconforto, mesmo porque ele sabe que seclassificar o time para as quartas-de-final da Libertadores, no jogo desta terça-feira, passará a receber tratamento de semideus. "Depois da minha saída, a torcida do Santos passou a me hostilizar não por falta de capacidade, mas porque gostava muito de mim. Mesmo as pessoas que não queriam a minha volta, queriam a volta do profissional. Vou recuperar o espaço que ficou entre a minha saída e a volta. Sem mágoas e semressentimentos", finalizou o técnico.

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