Luxemburgo é demitido do Real Madrid

Vanderlei Luxemburgo foi demitido, neste domingo, do comando do Real Madrid, menos de um ano depois de ter assumido o cargo de técnico da equipe galáctica. O brasileiro, o quinto treinador do time em dois anos e meio, foi dispensado depois de uma reunião convocada pelo vice-presidente Emilio Butragueño e o diretor técnico Arrigo Sacchi. O substituto imediato de Luxemburgo será Juan Ramon Lopez Caro, técnico do Castilla, a equipe filial do Real e que disputa a Série B. Mas nomes mais famosos estão sendo cogitados para assumir o desafio ? dentre eles estão os de Fabio Capello, da Juventus, e de José Mourinho, do Chelsea. Toda a comissão técnica de Luxemburgo - também formada pelos brasileiros Antônio Mello (preparador físico), Paulo Campos (auxiliar), Marcos Teixeira (auxiliar) e Patrícia Teixeira (nutricionista) - foi demitida. Neste domingo, no último treino no comando da equipe, que nesta terça-feira enfrenta o Olympiakos, pela Liga dos Campeões (o Real já está classificado para a próxima fase), na Grécia, Luxemburgo aparentava preocupação e tristeza. Orientou, junto com os auxiliares, um treino de recuperação física para os titulares que atuaram na sofrida vitória de 1 a 0 sobre o Getafe, no sábado. Depois, sem Roberto Carlos e Ronaldo, os jogadores fizeram rápida corrida pelo gramado. Vinte minutos depois do treino, Luxemburgo falou com Butragueño e com Sacchi. Em seguida, no vestiário, não chegou a se despedir dos jogadores e disse ?até amanhã? a todos. Luxemburgo chegou a receber voto de confiança da diretoria, há duas semanas. Mas os dirigentes, aparentemente, não conseguiram mais driblar as críticas da imprensa e principalmente não suportaram as vaias constantes da torcida, principalmente nos últimos jogos, em que o Real Madrid, mesmo com seus jogadores badalados, não conseguia apresentar padrão de jogo razoável. Em entrevista à Agência Estado, no começo da temporada, Luxemburgo garantiu que não passaria dois anos sem conquistar um título. Mas sua aventura no Real Madrid não deverá deixar saudades entre os torcedores, que recentemente chegaram a aplaudir a vitória do arqui-rival Barcelona, em pleno estádio Santiago Bernabeu. No final do ano passado, Luxemburgo assumiu o cargo, numa negociação rápida e surpreendente. Os primeiros meses foram de lua-de-mel e por pouco o Real não alcançou o Barça, que acabou sendo o campeão. Mas a maré começou a virar nos dois empates contra o Valladolid, que significaram a eliminação da Copa do Rei. Depois, em março, outro fracasso: a eliminação da Liga dos Campeões, diante da Juventus. A recuperação aconteceu na vitória sobre o Barcelona, no campeonato, mas no primeiro confronto com estrelas do time, ele afastou Figo, que se transferiu para a Inter. Mas, nos últimos jogos, o time caiu muito de produção, independentemente da competição que disputava. A cabeça de Luxemburgo começou a ser pedida depois do empate por 1 a 1 com o Lyon, já que a torcida queria ver o time no ataque e não na defesa, o que seria sinal de fraqueza.

Agencia Estado,

04 de dezembro de 2005 | 18h46

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