Luxemburgo exalta reação do Flamengo e papel da torcida

Presença da torcida em grande número e entrada de Eduardo da Silva foram decisivas para a virada do Fla nesta quarta-feira

Estadão Conteúdo

21 de agosto de 2014 | 10h33

O técnico Vanderlei Luxemburgo não escondeu a sua satisfação com o fato de o Flamengo ter conquistado mais uma vitória no Campeonato Brasileiro, desta vez ao bater o Atlético Mineiro por 2 a 1, de virada, no Maracanã, na noite desta quarta-feira. Após o confronto, o treinador exaltou o poder de reação da sua equipe, assim como enalteceu o papel da torcida rubro-negra, que apoiou o time nos momentos difíceis do confronto e compareceu em grande número ao estádio.

"Quando acabou o jogo, falei como rubro-negro e como técnico. Falei que eles (jogadores) tinham deixado todos os rubro-negros, inclusive a mim, felizes com muita garra e determinação. A torcida entrou em campo e foi fantástica, como conhecemos. Estão entendendo a nossa equipe, que não é tecnicamente como queríamos, mas é aguerrida, determinada e foi o centroavante da equipe com certeza. Os jogadores produziram contra uma equipe muito bem arrumada", ressaltou o comandante.

Luxemburgo também elogiou a atuação de Eduardo da Silva, que foi decisivo ao entrar no lugar de Arthur e marcar o gol de cabeça que decretou a virada por 2 a 1 sobre os atleticanos. "É um jogador que está se adaptando ao Brasil. Coloquei de cara contra o Coritiba e sentiu. Quando coloquei com o adversário cansado, a técnica aflora. Preferi guardar e botar depois. Sabia que ia ser um jogo muito intenso, e ele entrou muito bem. É muito técnico, mas falta ritmo. Aqui, a preparação é diferente, o ritmo é diferente, mas ele já está ajudando muito", disse o técnico sobre o reforço recém-contratado.

O treinador também fez questão de conter a euforia ao ser questionado se o Flamengo já começa a projetar voos mais altos no Brasileirão, no qual agora se vê um pouco mais distante da zona do rebaixamento, na 13ª posição, com 19 pontos.

"Não dá para olhar para cima. Temos que seguir trabalhando com um saco de cimento nas costas. O futebol é dessa forma, do céu ao inferno em 90 minutos. Nossa obrigação agora é ganhar fora de casa. A maior dificuldade do ser humano é ter a humildade de reconhecer o que pode fazer, suas virtudes. Estou sendo transparente, e isso no Brasil é complicado. Temos que reconhecer que somos um time que carrega o saco de cimento, e isso é uma virtude, uma humildade. Essa equipe precisa entender que a grande virtude dela é trabalhar. O torcedor entendeu essa proposta e vai continuar conosco", enfatizou.

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