Luxemburgo faz silêncio sobre futuro

Vanderlei Luxemburgo optou por manter o silêncio nos últimos dias. Seu celular não pára de tocar, mas o treinador não atende ou diz que prefere não dar entrevista. Nesta quarta-feira, ele admitiu apenas que conversou com Sebastião Lapola, o diretor de futebol do Palmeiras, e não quis entrar em detalhes. "Se acertarmos alguma coisa, vocês, da imprensa, ficarão sabendo", declarou. A decisão de não abrir a boca não foi exclusivamente sua. O dirigente palmeirense lhe pediu que mantivesse a negociação sob sigilo.Durante os 10 meses no Corinthians, Luxemburgo falou demais e acabou se comprometendo. Reclamou da falta de agilidade da diretoria para fazer contratações e fez muitas inimizades no Parque São Jorge. Suas entrevistas também ajudaram a derrubá-lo do cargo de treinador.Luxemburgo tem uma vantagem no Palmeiras. Conta com o prestígio e a confiança da torcida e, por isso, terá tranqüilidade para trabalhar. O gaúcho Celso Roth, por exemplo, só foi demitido por causa das pressões dos torcedores. "Não gostaria de demiti-lo, mas não havia mais clima por causa da pressão", admitiu o presidente Mustafá Contursi.O outro nome que estava na lista do Palmeiras, Geninho, do Atlético-PR, não entusiasma muito os torcedores. "Não sei, o Geninho chegou à final do Campeonato Brasileiro, mas pegou um time que já estava montado", comentou Paulo Serdan, presidente da torcida uniformizada Mancha Alviverde.No Palmeiras, Luxemburgo tem uma história de glórias. Em 1993 e 94, conquistou dois títulos paulistas e dois brasileiros, além de ter sido campeão do Torneio Rio-São Paulo. Deixou o Palestra Itália e retornou em 96, quando montou um dos melhores times de todos os tempos do Palmeiras. Ganhou mais um Paulista e foi vice-campeão da Copa do Brasil. Soube administrar o ego de craques como Müller, Rivaldo, Djalminha, Antônio Carlos e Luizão.

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