Luxemburgo foca o Sport, mas prega respeito ao time da Ponte

Treinador quer conquistar o maior número de títulos possível com a equipe do Palmeiras nesta temporada

Cosme Rímoli, Jornal da Tarde

27 de abril de 2008 | 20h12

Ao final do jogo contra a Ponte, Vanderlei Luxemburgo não vibrou. Ele andou como um robô em direção ao treinador Sérgio Guedes. O cumprimentou sem olhar. Sua cabeça já estava em Recife. A enorme possibilidade de vencer o seu oitavo título paulista estava para trás e já não interessava mais.Veja também: Confira o gol de Kleber na TV Estadão  Galeria de fotos da partida Bate-Pronto: Palmeiras já pode vestir a faixa Classificação Calendário / Resultados Ouça o gol narrado pela Rádio Eldorado/ESPN Palmeiras vence a Ponte e fica perto do título do Paulistão Apesar da derrota, ponte-pretanos acreditam no títuloProfissional, ele não admite, mas o título está contabilizado. Luxemburgo quer mais, muito mais em 2008. Sonha em ganhar tudo o que puder. "Vai se arrepender quem disse que o Palmeiras está morto na Copa do Brasil. Eu ganhei três campeonatos com o Cruzeiro [em 2003 conquistou a 'tríplice coroa' - o estadual, a Copa do Brasil e o Brasileiro]. Posso fazer o mesmo pelo Palmeiras. Temos elenco para isso. Não duvidem do nosso elenco", dizia, irritado. Ou seja, o profissional Luxemburgo não assume publicamente. Mas sabe que o seu oitavo paulista está próximo. Como se a vitória contra a Ponte Preta tivesse acontecido há um ano, ele mostrava que sua ambição estava em derrubar o Sport Recife de Nelsinho Baptista. "Não é porque eles empataram em 0 a 0 na nossa casa que nós não poderemos vencer em Recife. Vamos jogar para vencer lá."Só depois de muita insistência, por parte dos repórteres, que Vanderlei falava sobre a partida. E tocou em detalhes importantes: "Sei que vai ter jornal colocando o título de 'Palmeiras Campeão'. Essa empolgação fica por conta dos torcedores, da imprensa e da diretoria. Não vai afetar o nosso time. Eu já vivi muita coisa para me deixar contagiar antes do final do segundo jogo."Luxemburgo disse que sabia que a Ponte Preta entraria na partida com um esquema ofensivo. "Treinei a semana inteira preparado para três atacantes na Ponte. Nosso time foi muito consciente. Compactamos o meio de campo e dificultamos a saída de bola da Ponte. Fomos muito bem no primeiro tempo, quando fizemos o gol. O segundo tempo foi difícil. Tomamos um sufoco no final da partida", dizia, tentando valorizar ao máximo o adversário.Sobre a substituição mais polêmica, o técnico não mediu as palavras. Revelou que o chileno estava próximo de perder a cabeça. "Eu tirei o Valdívia porque ele não estava preocupado em jogar e sim em não tomar o terceiro cartão amarelo. Eu o conheço bem. Ele estava começando a se irritar com a marcação individual. Já tinha reclamado quatro vezes e iria acabar tomando o amarelo e ficando fora da final. Foi melhor tirá-lo do jogo e o poupar."O treinador fez questão de elogiar o trabalho de Sérgio Guedes. "Conseguiu montar uma ótima Ponte. É difícil jogar contra essa equipe. Ela marca forte e usa muita velocidade no ataque. Por isso criaram tantas chances contra nós. O Marcos foi bem demais. Fez grandes defesas."Sob as repetitivas perguntas sobre se o Palmeiras já deveria preparar a festa no Parque Antártica, Luxemburgo foi teatral. "Não tem e nem terá esse clima de festa antecipada. A Ponte tem todas as condições de nos surpreender na nossa casa. Foi assim que ela ganhou do Guaratinguetá em Guará. Tomou um sufoco, mas ficou com a vaga. Pode nos derrotar, sim. Ninguém vai cair nessa história de já ganhou." Mas a ambição de Luxemburgo em relação à Copa do Brasil era constante. E ele, sem ninguém perguntar, voltava ao Sport. "Não conseguimos jogar bem contra eles porque o meu time entrou em êxtase depois de ter eliminado o São Paulo. Contra a Ponte tudo já voltou ao normal. Jogamos com mais consciência. Por isso acredito que ficaremos com a vaga contra o Sport Recife."Luxemburgo vai colocar um time inesperado em Recife. "Temos um elenco grande e confio em quem não está jogando. Quero a vaga em Recife e ser campeão paulista. Dá para sempre querer mais no futebol."

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