Luxemburgo proíbe festa antecipada

O técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, já decorou o discurso com que vai receber os jogadores na reapresentação, amanhã, às 17h, na Vila Belmiro: não quer ver ninguém comemorando antecipadamente o título, tido como assegurado por parte da imprensa e da torcida, diante das circunstâncias da última rodada do Campeonato Brasileiro. "Só poderemos festejar quando formos 100% campeões. O grupo já sabe disso porque esse trabalho de conscientização foi desenvolvido ao longo da temporada", disse o treinador. Luxemburgo vai trabalhar em cima de alguns exemplos recentes para mostrar aos jogadores o perigo que representa o jogo de domingo à tarde, diante de um Vasco Gama, agora livre do risco de queda para a 2ª Divisão, e sem nenhuma pretensão na competição, em São José do Rio Preto. Um deles será a vitória do próprio Vasco contra o então líder e virtual campeão brasileiro de 2004, o Atlético Paranaense, domingo à tarde, em São Januário. "Na rodada anterior, torci para o Corinthians derrotar o Vasco da Gama, para que ele entrasse em campo para enfrentar o Atlético-PR com a responsabilidade de disputar o jogo mais importante de sua história, precisando do resultado para não cair para a 2ª divisão. E disse aos jogadores na preleção antes do jogo com o São Caetano que não poderíamos errar porque não teríamos outra chance. Tínhamos que ganhar é acreditar na força da camisa do Vasco da Gama. Também lembrei que o Fortaleza foi para a última rodada do quadrangular da 2ª divisão como ´zebra´ e acabou subindo para a 1ª." Embora o presidente do Vasco, Eurico Miranda, teria dito após a vitória contra o Atlético-PR que mandaria o técnico Joel Santana escalar um time misto para enfrentar o Santos, Luxemburgo não se ilude. Ao contrário: no domingo à noite, ele acompanhou tudo o que foi dito sobre o Vasco da Gama nas mesas-redondas de futebol e nos próximos dias vai se cercar de todos os tipos de informações sobre o adversário para não se surpreendido no domingo. Hoje, Luxemburgo foi acordado pouco antes do meio-dia por um telefonema do seu ex-auxiliar técnico na Seleção Brasileira, Candinho, agora comentarista esportivo, e deu uma longa entrevista à rádio Jovem Pan. Luxemburgo repetiu que em caso de vitória no domingo, contra o Vasco da Gama, esse será o título mais difícil de sua carreira. "Disse isso na semana passada e a vitória contra o São Caetano não muda o meu pensamento." E citou os dois piores momentos que enfrentou. "O primeiro foi a briga para não cair e recuperar o time, que agora luta para ganhar a competição. Quando cheguei, o Santos ainda estava envolvido na Copa Libertadores da América e por isso resolvi poupar Diego, Robinho e Deivid contra o Palmeiras e perdemos por 4 a 0, na Vila Belmiro. E quando saímos da Libertadores, estávamos em 20º lugar no Campeonato Brasileiro. Para sairmos daquela situação, foi preciso realizar um trabalho bem feito e equilibrado." O segundo momento mais difícil foi quando perdeu Robinho. "Não havia passado por nada semelhante e, por isso, foi difícil demais. Naquele instante, pensei em Zagallo e no problema que ele enfrentou com Ronaldo, o principal jogador da Seleção Brasileira, na decisão da Copa de 98 e então resolvi afastar o problema de Robinho do time. Deixar que ele cuidasse do seu drama e tive que formar um outro time, sem Robinho.Foi complicado, mas os dois problemas foram superados pelo time", concluiu o treinador.

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