Keiny Andrade/AE
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Luxemburgo quer Ganso, mas Odone vê transação 'difícil'

Presidente do Grêmio diz que o valor exigido pela venda do jogador está acima dos recursos orçamentários do clube

AE, Agência Estado

14 de setembro de 2012 | 09h18

PORTO ALEGRE - Depois de o Grêmio derrotar o Náutico por 2 a 0, na noite da última quinta-feira, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, pela 25.ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Vanderlei Luxemburgo e o presidente gremista, Paulo Odone, abriram as portas publicamente para a chegada de Paulo Henrique Ganso ao clube. Enquanto o primeiro disse aprovar a possível contratação, o segundo rasgou elogios ao craque, mas admitiu ser difícil a transação ser concretizada.

O Grêmio entrou disputa com o São Paulo pela contratação de Ganso e estaria disposto a pagar os R$ 23,8 milhões exigidos pelo Santos, equivalentes a 45% dos direitos econômicos do jogador, sendo que o clube gaúcho já teria entrado em acordo com a DIS, empresa responsável por gerenciar a carreira do meia e que é detentora dos outros 55% do atleta.

"Na minha cabeça o Ganso é ótimo para qualquer partida, com retranca, sem retranca, pois é um jogador diferenciado", afirmou Odone, em entrevista coletiva nos vestiários do Olímpico, pouco antes de admitir a dificuldade em trazer o meio-campista para o clube de Porto Alegre.

"Há viabilidade de o Ganso vir e o Grêmio poder exercer o direito de comprá-lo. A dificuldade e a improbabilidade é o alto valor que essa transação exige. É acima dos recursos orçamentários do Grêmio. Não posso estar comprometendo receitas do ano que vem, ainda mais quando não sei quem (qual presidente) estará dirigindo o Grêmio no ano que vem. Se tivesse certeza de que seria a continuidade da nossa gestão, eu não teria dúvida em poder fazer uma operação, inclusive apropriando receitas futuras, mas, não sendo assim, temos que ter muita cautela", explicou.

Odone, porém, evitou ser pessimista ao falar sobre as alternativas que poderão ser adotadas para trazer Ganso ao Olímpico. "Acho difícil essa transação, mas temos que usar a criatividade, vermos se conseguimos uma parceria. É difícil, mas não é impossível", salientou.

Luxemburgo, por sua vez, espera de braços abertos pela possível chegada de Ganso ao Grêmio. "Me foi perguntado se eu tinha falado com o jogador, e a qualidade dele como jogador é excelente, é um jogador de muito alto nível. Se o Grêmio puder contratar, é uma contratação muito bem-vinda. Eu, e nenhum treinador, pode dizer não a Paulo Henrique Ganso... Se o Grêmio puder contratar, acho muito bom", admitiu.

Já ao comentar a vitória sobre o Náutico, o comandante comemorou o fato de time ter voltado a aproveitar o fator campo para somar mais três pontos no Brasileirão. E ele exaltou o papel importante da torcida nesta luta do time pelo título nacional ou ao menos pela conquista de uma vaga na Copa Libertadores

"Quanto mais a torcida abraçar o time, maior a possibilidade de buscarmos o nosso porcentual, a nossa meta de 37 pontos no segundo turno. Hoje em dia, nos estádios mais apertados, onde o torcedor participa, faz diferença, faz pressão no adversário, faz pressão no juiz", disse o treinador, lembrando que o próprio vice-líder Atlético-MG tem conseguido fazer valer a condição de mandante no Brasileirão.

"De 11 jogos que o Atlético-MG fez no Estádio Independência, teve dois jogos em que com jogadores do time adversários foram expulsos no primeiro tempo e em outros três tiveram expulsões durante o duelo. Ou seja, em cinco jogos eles tiveram alguma vantagem", opinou.

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