Luxemburgo sai em defesa de Oswaldo

A decantada rivalidade envolvendo Vanderlei Luxemburgo e Oswaldo de Oliveira terminou tão logo as duas equipes entraram em campo. Os dois treinadores se abraçaram cordialmente, trocaram elogios e conversaram durante quase três minutos. Após a vitória do Cruzeiro por 4 a 2, Luxemburgo esclareceu que jamais pleiteou o cargo ocupado hoje pelo seu antigo auxiliar. "A nossa amizade será preservada a vida toda. O Oswaldo entendeu que eu jamais questionei seu comando no São Paulo e muito menos disse que seria o nome ideal para substituí-lo. Tenho um sonho de algum dia trabalhar no Morumbi, mas antes de tudo é preciso preservar o profissional e parar com essa hipocrisia", disse.Segundo Luxemburgo, a imprensa colaborou para acirrar os ânimos entre os dois. "Alguns jornalistas trabalham do jeito que querem, com muita mentira, de acordo com seus interesses. Somos pessoas públicas, mas minha amizade com o Oswaldo não será abalada por comentários de ninguém. Garanto que nenhum diretor do São Paulo me procurou, embora já tenha recebido propostas do clube em outros momentos." Falando do jogo, Luxemburgo reconheceu que a instabilidade emocional do adversário pesou no resultado final. "Disse aos meus jogadores que não deveríamos entrar na correria do São Paulo e sim provocar erros de seus jogadores. Mas o campeonato é longo, e muita coisa vai acontecer. A equipe que tiver elenco certamente terá condições de lutar pelo título."Na visão de alguns jogadores do Cruzeiro, a vitória deste domingo calou os críticos, que colocaram a qualidade da equipe em questão após o empate por 2 a 2 contra o São Caetano, na primeira rodada. "Não se pode avaliar a equipe por apenas um jogo. Estamos invictos na temporada e o resultado contra o São Caetano não foi justo, aconteceu porque falhamos no final. O mais importante foi vencer e convencer diante de um adversário difícil", comentou Alex. O meia, que teve uma grande atuação especialmente no primeiro tempo, só não concordou com o volante Fábio Simplício, do São Paulo, que disse ter dado muito espaço para ele jogar."Não atuei livre em nenhum momento. Apenas coloquei em prática o trabalho que realizo nos treinamentos desde o início do ano. Só pedi para sair antes do final porque senti dores na coxa.?Deivid, que marcou três dos quatro gols cruzeirenses, deixou o campo renegando a condição de carrasco do São Paulo. "Costumo jogar bem contra o São Paulo desde os tempos de Corinthians, mas isso é mera coincidência. Trabalho para atuar bem sempre, independentemente do adversário."O zagueiro Luisão, que passou boa parte do jogo trocando socos com Luís Fabiano, condicionou o resultado à seriedade do time. "Fizemos um excelente primeiro tempo e garantimos a vantagem no final. Mas o importante é saber que futebol se ganha jogando feio também. Os dois primeiros gols nasceram de chutões para o ataque. O placar não aconteceu apenas porque o São Paulo não esteve bem. O Cruzeiro veio para o Morumbi muito concentrado porque sabia que teria um adversário pressionado pela frente."

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