Luxemburgo se nega a poupar time no Campeonato Brasileiro

Luxemburgo se nega a poupar time no Campeonato Brasileiro

Com vaga nas semifinais da Copa do Brasil, treinador afirma que não vai priorizar nenhuma competição e reclama de longas viagens

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 09h09

Confiante na possibilidade de o Flamengo também continuar em evolução no Campeonato Brasileiro, o técnico Vanderlei Luxemburgo comemorou a vaga conquistada na semifinal da Copa do Brasil, obtida com a vitória por 1 a 0 sobre o América-RN, na noite desta quarta-feira, no Maracanã, e aproveitou para avisar que não irá priorizar uma ou outra competição nesta reta final da temporada.

O comandante ressaltou que pretende usar força máxima à disposição em todos os jogos restantes deste ano, embora a Copa do Brasil pareça ser hoje o caminho mais próximo para a conquista de uma vaga na Copa Libertadores, já que a equipe carioca está dez pontos atrás do Atlético-MG, atual quarto colocado do Brasileiro e hoje último time na zona de classificação para a competição continental.

"Agora, não tem essa de poupar, vamos até o fim no pau. Avançamos no Brasileiro e na Copa do Brasil, os jogadores só vão sair por lesão ou questão tática", assegurou Luxemburgo, destacando também que o mais importante agora será poupar os jogadores dos treinamentos mais puxados entre uma partida e outra.

"Temos que meter um ''pijama trainning'' e descansar. Faltam menos de dois meses para terminar (o ano) e temos que estar focados, recuperar bem. Teremos três jogos em uma semana, vamos na quinta-feira para Manaus, e vamos tentar recuperar bem os jogadores. Tenho que ter essa preocupação", completou.

Luxemburgo também não escondeu a irritação com o fato de o time flamenguista ter de jogar em Manaus no próximo dia 25, no clássico contra o Botafogo, na Arena Amazônia, depois de ter encarado o Atlético-PR, no próximo domingo, em Curitiba, e depois o Internacional, na quarta-feira, no Maracanã.

"Essa viagem que é complicada, né? O desgaste é muito grande. Quatro horas para ir, para voltar, mais o traslado. São sete horas e meia de um ponto a outro dentro do Campeonato Brasileiro. Mas quem tem que intervir nisso aí não sou eu, é a CBF. É meio complicado isso aí. Estamos no fim da competição, o desgaste físico é muito grande, mas tem de jogar. Vamos nos preparar e jogar", enfatizou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.