EFE/David Fernandez
EFE/David Fernandez

Macri culpa organizada do River por ataques e lamenta episódio 'vergonhoso'

'Foi embaraçoso o que aconteceu. Com certeza, envergonha todos os argentinos', afirmou o presidente da Argentina

Estadão Conteúdo

26 de novembro de 2018 | 18h10

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, se manifestou nesta segunda-feira sobre as cenas de violência vistas no sábado nos arredores do estádio Monumental de Núñez, que impediram a realização da final da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors. Em um pronunciamento de 11 minutos, o político não escondeu a "vergonha" pelo ocorrido.

"Foi um dia triste, frustrante o que aconteceu no fim de semana. Não contribui em nada com o esforço que estamos fazendo para ajudar a colocar a Argentina em outro lugar", declarou. "Foi embaraçoso o que aconteceu. Com certeza, envergonha todos os argentinos."

Minutos antes do horário previsto para a esperada decisão do torneio, torcedores do River armaram uma emboscada nos arredores do estádio e apedrejaram o ônibus do Boca. Alguns jogadores ficaram feridos, como o volante Pablo Pérez, que sofreu lesões no olho e no braço.

Inicialmente, a Conmebol manteve o duelo para sábado, apenas alterando seu horário em duas oportunidades. Somente após um acordo entre os clubes, a entidade o adiou para domingo, quando, no entanto, decidiu suspendê-lo. Agora, uma reunião nesta terça-feira deve definir o futuro da competição.

"Atirar pedras, agredir, não é aceitável, de forma alguma. Mas, além das operações policiais, não posso resignar-me, como presidente, que para organizar um espetáculo tenha que militarizar toda a cidade. É uma loucura e não é razoável", considerou.

Macri ainda foi enfático ao culpar torcedores organizados do River pelo episódio. Afinal, a violência aconteceu um dia depois de uma batida policial na casa de Héctor "Caverna" Godoy, líder da torcida Borrachos del Tablón, em que foram encontrados milhares de dólares e centenas de ingressos para a decisão. "A organizada realizou esta agressão", garantiu.

Godoy e outros integrantes da torcida foram detidos, mas liberados momentos depois, atitude que deixou Macri irritado. "Fazem uma investigação de meses contra chefes da organizada do River e, com as provas que têm, permitem a liberação. Encontram milhões de pesos e 300 entradas, que foram comprovadas como reais. Então, como vão relatar como 'contravenção' e soltar os agressores?", questionou.

Macri só não se pronunciou sobre qual acredita ser a conclusão mais justa para o caso. O Boca já deixou claro que quer os pontos da partida e ser proclamado campeão, enquanto o River espera que a Conmebol aponte uma nova data para a final. Vale lembrar que o primeiro confronto, em La Bombonera, terminou empatado em 2 a 2.

 

 

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