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Mãe de jogador é agredida ao defender filho de insultos racistas

Agressões partiram novamente da torcida do Cienciano

EFE

13 de maio de 2015 | 08h34

A mãe do jogador peruano Jhoel Herrera, que defende o Real Garcilaso, foi agredida por um torcedor do Cienciano, a quem tinha repreendido previamente por fazer insultos racistas contra seu filho durante o clássico da cidade de Cuzco entre as equipes.

Segundo a imprensa local, a mãe de Herrera levou um tapa de outro espectador ao final dessa partida, realizada no último domingo e que terminou empatada em 1 a 1. A suposta agressão do torcedor do Cienciano provocou uma confusão em uma das arquibancadas do estádio Inca Garcilaso de la Vega, da qual também participou Jhoel Herrera. 

O lateral direito da seleção peruana saltou para a arquibancada ao perceber a agressão contra sua mãe enquanto dava entrevistas à imprensa local.

A Comissão de Justiça da Associação Esportiva de Futebol Profissional (ADFP) não avaliará nenhuma sanção para o Cienciano, que atuava como time local, porque nem o árbitro nem o delegado da partida relataram o incidente na súmula, informaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes do organismo.

O Cienciano criticou em comunicado "toda ação violenta de forma verbal ou física que a única coisa que gera é divisão entre a população". O clube de Cuzco também ofereceu desculpas públicas a Jhoel Herrera e a seus familiares "pelo mau comportamento de pessoas alheias ao clube mas que, no entanto, fizeram parte" da partida contra o Real Garcilaso.

O Cienciano já foi sancionado com um jogo de portões fechados em março depois que seus torcedores entoaram insultos racistas contra o atacante panamenho Luis Tejada, do Juan Aurich, o que fez com que o jogador abandonasse a partida antes do final como forma de protesto.

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