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Mãe do meia Sammir festeja convocação do filho pela seleção da Croácia

Para a dona de casa, a possível presença de Sammir na Copa é 'uma recompensa' aos anos de saudade

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2014 | 19h44

SALVADOR - A notícia da convocação do meia Sammir pela seleção croata chegou pela internet à casa de Erci da Silva Cruz, de 53 anos, mãe do jogador, nas proximidades do Estádio Luiz Viana Filho, o Itabunão, em Itabuna, a 426 quilômetros de Salvador. Foi por meio de uma rede social que o atleta contou a ela a novidade.

"A gente tinha uma esperança, porque ele já tinha sido convocado outras vezes, mas não era certo", conta Erci, que aproveitou a novidade para tirar dos armários medalhas e camisas de times e seleções defendidas pelo filho. "Quando soube, só chorei de tanta alegria e emoção, e agradeci muito a ele por ser o filho maravilhoso que ele é. Agora, é torcer para que ele também esteja na lista final, dos 23 que vão mesmo para a Copa.

Para a dona de casa, a possível presença de Sammir na Copa do Mundo no Brasil é "uma recompensa" aos anos de saudade do filho - além dele, Erci só tem mais uma filha, mais velha. "Ele saiu de casa para jogar no Atlético-MG quando tinha 11 anos, seguindo o caminho do pai, que também era jogador", lembra. "Já senti muita saudade, mas acho que valeu a pena. Hoje em dia, ele vem duas vezes por ano nos visitar e eu também já fui à Croácia."

Sammir, que defendeu a seleção brasileira nas categorias de base - chegou a participar do grupo sub-17 campeão da Copa Sendai de 2005 -, trocou a equipe croata do Dínamo de Zagreb pelo time espanhol Getafe no início do ano, mas Erci ainda não conseguiu visitar a nova morada do filho.

"Ele veio para cá logo depois do acordo, em fevereiro, e a gente estava fazendo planos de ir para lá depois da copa", conta. "Agora, quem sabe vamos juntos?". Sobre a partida de abertura da Copa, o confronto entre Brasil e Croácia, em 12 de junho, Erci diz que, agora, torce pelo filho. "Sou Sammir Futebol Clube", avisa. "Vou torcer para ele estar lá, jogar e atuar bem. De preferência com gol."

DÚVIDA

A transferência para a Espanha chegou a preocupar o jogador sobre suas possibilidades de convocação, segundo um de seus melhores amigos em Itabuna, Alessandro Santos Silva, o Dentinho. "Quando ele veio da última vez, em fevereiro, ele estava bastante preocupado com a transferência", lembra. "Ele disse que precisava chegar no Getafe e se destacar logo para não ser esquecido e ter chance de vir para a Copa."

Segundo Silva, o primeiro fora da família a ser avisado sobre a convocação, Sammir estava "muito feliz" com a convocação. "É uma fase em que as coisas estão dando certo", relata. "Ele tem um filho lindo [Noah, de 3 anos], conseguiu uma transferência que foi importante para ele [havia sido afastado do Dínamo, no fim do ano passado, por indisciplina] e foi convocado para a seleção. É um momento especial."

Apesar de ser amigo próximo do jogador, Dentinho diz não ter planos de torcer contra o Brasil no jogo de abertura da Copa. "Torço para meu amigo se dar bem, claro, mas sou brasileiro, né?".

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