Sukree Sukplang/ Reuters
Sukree Sukplang/ Reuters

Magnata tailandês investiu mais de R$ 1 bilhão no Leicester

Vichai Srivaddhanaprabha comprou o time inglês em 2010

Igor Ferraz, Rafael Pezzo e Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

26 de dezembro de 2015 | 07h00

Se a atual posição do Leicester no Campeonato Inglês surpreende muita gente, pelo menos uma pessoa realmente acreditou no time. Trata-se de Vichai Srivaddhanaprabha, tailandês que adquiriu o clube em 2010. Logo após a conquista do título da segunda divisão na temporada 2013/14, Vichai anunciou que investiria cerca de 180 milhões libras (R$ 1,057 bilhão) no clube para que, em até três anos, os Foxes terminassem entre os cinco primeiros colocados da elite inglesa. 

“Estou pedindo três anos, e nós estaremos lá. Não desafiaremos os cinco melhores times imediatamente. Nós temos uma chance de batê-los? Sim, temos, mas acredito que precisamos estabilizar a nossa presença na liga primeiro e para depois pensarmos no próximo passo”, afirmou Srivaddhanaprabha em maio de 2014. 

Porém, nem mesmo o tailandês esperava uma ascensão tão grande em tão pouco tempo. Afinal, para a atual temporada, o dono do clube ofereceu 100 mil libras (R$ 587 mil) para o técnico Claudio Ranieri por cada posição que o Leicester terminasse acima da zona de rebaixamento. Ranieri já passou por clubes como Roma, Inter de Milão, Juventus e Chelsea, mas nunca conseguiu conquistar uma liga nacional. Por isso, o treinador é considerado mais um dos ‘azarões’ do clube. 

Caso a equipe confirme a liderança até o final da competição e conquiste o Campeonato Inglês, Ranieri teria direito a receber 1,7 milhão de libras (R$ 9,9 milhões) pelas 17 colocações acima da zona de descenso.

Valor irrisório para o tailandês Vichai Srivaddhanaprabha. Ele possui um patrimônio estimado em 2 bilhões de dólares (R$ 7,8 bilhões) e é CEO da King Power International Group, empresa sediada em Bangcoc e especializada nas populares ‘Free-Shops’, lojas que vendem produtos ausentes de impostos, encontradas principalmente em aeroportos ou grandes embarcações. Em 2009, a companhia se viu imersa em um grande escândalo ao ser acusada de estar envolvida em uma quadrilha de extorsão de turistas no aeroporto de em Bangcoc.

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