Magrão: agora é pensar no Palmeiras

O volante Magrão foi a novidade do treino do Palmeiras, nesta quinta-feira à tarde. Depois de enfrentar a Colômbia na quarta-feira, em sua segunda partida pela Seleção Brasileira, ele foi o destaque no Centro de Treinamentos do clube. "Para mim foi muito legal estar lá, principalmente por ter jogado", disse. "Procurei aproveitar os treinamentos e fazer algo de bom para estar nos planos do treinador. Mas eu ainda preciso mostrar muito mais coisa para permanecer no elenco." Substituído aos 14 minutos do segundo tempo, Magrão preferiu não comentar a sua atuação no empate de 0 a 0 contra os colombianos."Jamais vou fazer uma auto-análise. Seria muita pretensão da minha parte querer analisar a minha atuação. Mas posso dizer que começar como titular não foi uma surpresa para mim. O treinador sempre me disse que se eu estava lá era porque tinha condição de jogar", afirma Magrão. "Mas para mim a Seleção acabou ontem." Agora, o volante palmeirense quer voltar as suas atenções para o Palmeiras. "Precisamos conquistar uma vaga para a Libertadores. A Seleção para mim acabou ontem (quarta-feira), assim que o juiz apitou o final do jogo. Tenho que pensar agora só no jogo que teremos em Caxias do Sul, contra o Juventude (domingo)." Mas bastou mais uma pergunta dos repórteres para Magrão voltar a falar das impressões sobre a Seleção Brasileira."Só caiu a ficha depois. Só hoje (5ª) você vê a importância de ter disputado uma partida pela Seleção Brasileira. Na hora do jogo você está tão concentrado, tão preocupado que nem percebe. No outro dia é que você vê a repercussão", afirma.Foi o segundo jogo de Magrão pelo Brasil. O primeiro aconteceu dia 18 de agosto, contra o Haiti, em partida amistosa. "Para mim é muito bom porque eu fui convocado duas vezes e joguei as duas, sendo que uma foi como titular", revela Magrão, que guardou as duas camisas da Seleção."A do jogo contra o Haiti foi a 15. Contra a Colômbia eu fui com a oito, que é meu número no Palmeiras. Foi ainda mais importante para mim. A camisa está guardada. Foi uma coincidência eu ter jogado com esse número. Essa eu vou guardar ainda com mais carinho do que a do jogo contra o Haiti.A alegria só não foi maior para Magrão porque o time comandado por Carlos Alberto Parreira não venceu a Colômbia. "Por isso é difícil em falar em sentimento de dever cumprido. Se nós tivéssemos conquistado a vitória, aí sim. No meu caso, me senti frustrado por não ter conseguido ganhar." Enquanto o volante não conquista um lugar definitivo na Seleção, segue o seu trabalho no Palmeiras, tentando levar a equipe à Copa Libertadores do ano que vem - nas duas últimas partidas (São Paulo e Paraná) sem Magrão o time não venceu. "A Libertadores é o nosso grande objetivo agora, porque só com o seu clube em evidência você tem chance de ser convocado. Na Seleção, eu vou comendo pelas beiradinhas, fazendo meu trabalho aqui no Palmeiras, tentando agradar o treinador. Porque foi por causa do que fiz aqui que fui para a Seleção. Todos os jogadores que almejam defender o Brasil precisam estar bem em seus clubes", observa Magrão, que não acredita que faça tanta falta no Palmeiras, apesar da queda de rendimento do time na sua ausência."Quem faz falta mesmo é o Vágner, um atacante. No meio-de-campo, o máximo que eu posso fazer é ajudar", conclui.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2004 | 19h53

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