Magrão assume culpa por transferência

O volante Magrão fez uma mea-culpa pela novela de sua transferência, frustrada, para o FC Moscou, da Rússia. "Nessa polemica toda, paguei pelos meus erros, de me empolgar pela proposta dos russos", afirmou. "Eu sou o único culpado, porque tinha assinado um pré-contrato, ninguém me obrigou a nada." A justificativa dada pelo jogador para resolver ficar definitivamente no Palmeiras foram as necessidades da família - a esposa Andréa e os filhos Matheus e Pedro -, e a chance de estar mais perto da Seleção Brasileira. "É um direito que eu tenho de ficar, quero disputar a Copa Libertadores pelo Palmeiras e tenho o sonho de voltar para a Seleção Brasileira", disse. "Minha família me apoiaria, no que eu fosse fazer, mas achei melhor, para eles, ficar no Brasil." Magrão se apresentou ao técnico Estevam Soares nesta quinta-feira à tarde, em Jarinu (SP), onde o Palmeiras faz pré-temporada desde a última sexta-feira. Fez cerca de 40 minutos de treinos físicos, e nesta sexta começa a participar dos treinos novamente. Acredita que não vai demorar muito tempo para entrar em forma e estar à disposição da comissão técnica. "Felizmente, tenho um físico privilegiado, tenho uma boa resistência", contou. "Vou treinar, e quando o Estevam quiser me escalar, estarei pronto." O jogador acredita que precisa de apenas uma coisa para se equiparar aos demais jogadores. "Só preciso de uma boa noite de sono. faz muitos dias que não durmo nem me alimento direito", contou.Magrão aproveitou a entrevista coletiva, após o treinamento, para desmentir a informação de que estaria, no período de férias na Bahia, pedindo aumento salarial à diretoria do Palmeiras para permanecer no clube. "Em nenhum momento os dirigentes me forçaram a nada", disse. "No fim de semana, recebi um telefonema do presidente (Affonso Della Monica) de que eu deveria resolver a situação e se eu quisesse ficar, o Palmeiras me receberia de braços abertos." Falar em transferência, neste momento, nem pensar. "Acabei de sair de uma polêmica agora, não quero entrar em outra", disse. "Fiquei feliz por saber do provável interesse do Real Madri, mas nenhuma proposta chegou até o meu procurador. Agora, só quero pensar no Palmeiras e na Libertadores." Na última segunda-feira, estava tudo acertado: Magrão deveria ter viajado nesta quinta, para a Rússia, e se apresentar ao FC Moscou. "Ai descobri que meu passaporte estava vencido, precisaria tirar outros documentos, e entre idas e vindas, decidi não ir mais", disse. "Os dirigentes russos entenderam minha situação, e tudo foi resolvido de maneira amigável", contou. "Agradeci o interesse e a paciência dos russos comigo. Não quero desmerecer o clube, mas no Brasil, sei que posso conseguir alguma transferência melhor, no futuro". Magrão tem mais dois anos de contrato com o Palmeiras, e garante que só vai pensar novamente em deixar o clube no meio do ano. "Em junho, agente vê o que vai acontecer."

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