Magrão, para vencer, lembra tropeços

O volante Magrão, convocado na sexta-feira para os próximos dois jogos da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa da Alemanha, pede dedicação total do Palmeiras contra a Portuguesa, neste domingo, e lembra das sofridas derrotas para Guarani e Flamengo, no final do Brasileirão do ano passado, que por pouco não tiraram o time da Libertadores deste ano."Uma lição que tivemos no ano passado, quando perdemos dois jogos dados como ganhos, é que, se tivéssemos feito a lição de casa, no mínimo a gente não teria que ter passado o sufoco dos dois jogos com o Tacuary", diz Magrão. "A Portuguesa será talvez um dos jogos mais difíceis para nós, não podemos relaxar e achar que vai ser fácil." Depois do mau começo de ano, Magrão sabe que o bom momento é frágil e pode acabar em caso de derrota. "Na verdade, temos jogo importante na quarta (contra o Santo André, pela Libertadores) e muito dele vai depender do que acontecer neste jogo."Aos 26 anos, Magrão chegou à terceira convocação da carreira. "Recebo como se fosse a primeira, mas com muito mais tranqüilidade. Sei que estou no caminho certo." O volante quase se transferiu para o futebol russo no ano passado e admite que o fato de ter ficado, seguindo conselhos do colega Marcos, o deixa mais perto da seleção. "A convocação não depende só de mim, depende muito do Palmeiras estar bem."Porém, ainda sonha em receber salário em dólares. "Jogando no Brasil, você ganha o suficiente para viver bem, mas não para ter sua independência financeira. A não ser os malucos da MSI que chegaram pagando US$ 200 mil."

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