Jefferson Bernardes/AFP
Jefferson Bernardes/AFP

Maior ídolo, Renato volta a fazer história pelo Grêmio com título emblemático

Em 1983, como jogador, Renato venceu a Copa Libertadores pelo time gaúcho

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

07 de dezembro de 2016 | 23h56

Considerado o maior ídolo do Grêmio e autor dos mais importantes gols da história do clube, Renato Gaúcho voltou a escrever o seu nome na história do time nesta quarta-feira, mas agora como treinador. Afinal, ele foi o comandante da emblemática conquista do título da edição de 2016 da Copa do Brasil.

Em 1983, Renato venceu a Copa Libertadores pelo Grêmio e, posteriormente, anotou os dois gols do time na disputa do Mundial Interclubes diante do alemão Hamburgo, quando entortou os seus marcadores. Depois, ainda venceria dois estaduais pelo clube.

Com participação tão marcante em grandes feitos, Renato escreveu de vez seu nome na história do Grêmio. Agora, porém, como treinador, na sua terceira passagem pelo comando do time, encerrou um incômodo jejum de 15 anos sem títulos nacionais da equipe gaúcha, que espera estar iniciando uma nova era.

Nas outras duas oportunidades em que dirigiu o Grêmio, Renato fez bons trabalhos tendo o conduzido a classificações para a Libertadores. Agora a vaga também foi alcançada, mas com um gosto especial, afinal isolou o seu time como o maior campeão da Copa do Brasil, com cinco taças - as outras conquistas foram em 1989, 1994, 1997 e 2001.

Este é o quinto título gremista na Copa do Brasil e o segundo de Renato como treinador - também venceu a competição em 2007, pelo Fluminense. E ele veio após o ex-jogador ficar dois anos afastado do futebol, o que só reforça a sua ligação com o Grêmio, clube para o qual destino parece sempre apontar para o seu sucesso.

Afinal, agora o Grêmio encerra um incômodo jejum sem títulos nacionais de 15 anos. Para piorar a difícil situação, o time viu o rival Internacional viver alguns dos maiores momentos da sua história nesse período, com a conquista de duas Libertadores e de um Mundial de Clubes da Fifa.

O Grêmio, por sua vez, seguiu caminho praticamente oposto. Chegou a ser rebaixado uma vez para a Série B do Campeonato Brasileiro e vinha sendo coadjuvante no cenário nacional. Essa situação aumentou a pressão sobre os diferentes técnicos que dirigiram o time nesse período, o que inclusive pesou para a troca de Roger Machado por Renato.

O novo técnico manteve o modelo de jogo do comandante anterior, mas, com seu currículo vitorioso, parece ter aumentado a confiança dos jogadores do elenco, a ponto de ver apostas suas, como o atacante Pedro Rocha, serem decisivas para a conquista, que também passou por outros nomes importantes do elenco como Marcelo Grohe, Pedro Geromel e Douglas.

Além disso, o Grêmio exibiu força decisiva nos confrontos como visitante, a ponto de não perder nenhum confronto longe de casa nessa Copa do Brasil, tendo conseguido vitórias expressivas no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, diante de Cruzeiro (2 a 0, nas semifinais) e Atlético Mineiro (3 a 1, na final).

Mas a festa foi completa em casa, nesta quarta-feira, na lotada Arena Grêmio, onde vinha acumulando decepções. Agora, porém, encerrou um jejum de 15 anos sem títulos nacionais e se isolou como maior vencedor da Copa do Brasil. Tudo isso sob o comando de Renato, o grande nome da sua história.

 

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