Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Mais badalado após golaço, Neymar carrega todo protagonismo

Craque do Barcelona desembarcou no Brasil nesta segunda

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

10 Novembro 2015 | 07h33

Está com Neymar todo o protagonismo do clássico entre Argentina e Brasil, nesta quinta-feira, em Buenos Aires, pela terceira rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Se não bastasse a ausência de Messi, que nem foi convocado por estar machucado, Neymar se apresentou nesta segunda à seleção ainda mais badalado depois do golaço que marcou no último domingo diante do Villarreal, pelo Campeonato Espanhol.

De costas para o seu marcador, o craque do Barcelona deu um chapéu no adversário e, antes de a bola cair no chão, bateu de primeira para o gol. Aplaudido de pé no estádio Camp Nou, em Barcelona, Neymar chegou a ser comparado a Pelé pela imprensa europeia.

Neymar desembarcou no Brasil nesta segunda-feira no mesmo instante em que Dunga comandava o primeiro treino da seleção no CT do Corinthians, em São Paulo. O craque chegou ao hotel onde a seleção está hospedada junto com o lateral-direito Daniel Alves e não quis falar com a imprensa. Cerca de 30 jornalistas o aguardavam. Após descer do carro que o trouxe do aeroporto, localizado a poucos quilômetros do hotel, tirou fotos com duas fãs que o esperavam na recepção. O craque passou pelos jornalistas carregando as próprias malas e limitou-se a dar um breve aceno às câmeras.

Neymar viajou de Barcelona para São Paulo em voo comercial. A viagem durou 12 horas. Além de Neymar e Daniel Alves, não participaram do treino o atacante Hulk (Zenit St.Petersburg), o lateral-direito Danilo (Real Madrid) e o zagueiro Gabriel Paulista (Arsenal), que ainda não haviam chegado ao Brasil.

Neymar está de volta à seleção depois de cumprir suspensão nos dois primeiros jogos das Eliminatórias, contra Chile e Venezuela, por causa de punição imposta pela Conmebol após expulsão na Copa América. Dunga aposta todas as suas fichas no craque para derrubar a Argentina, no estádio Monumental de Núnez, e conquistar a primeira vitória fora de casa nas Eliminatórias. No dia 17, a seleção enfrenta o Peru, em Salvador.

Em partidas oficiais, o time tem se mostrado muito dependente de Neymar. Sem o atacante, o desempenho é ruim. Desde 2010, quando Neymar estreou pela seleção, o Brasil disputou 21 jogos oficiais. O craque não esteve em campo em seis oportunidades. Foram três derrotas, duas vitórias e um empate. Na Copa do Mundo, sem o craque, a seleção perdeu por 7 a 1 para a Alemanha e por 3 a 0 para Holanda. Nas Eliminatórias, caiu por 2 a 0 diante do Chile. As duas vitórias foram contra a Venezuela (uma na Copa América e outra nas Eliminatórias). Já o empate teve gosto de derrota porque o Brasil caiu nos pênaltis para o Paraguai e foi eliminado da Copa América.

Nas 16 partidas oficiais que a seleção disputou com Neymar em campo, o aproveitamento é bem diferente. E melhor. São 10 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota - para a Colômbia. Foi no tropeço diante dos colombianos, inclusive, que o craque acabou perdendo a cabeça, foi expulso depois do apito final e pegou quatro jogos de suspensão.

Não é só a discrepância no número de derrotas e vitórias da seleção, com e sem Neymar, que chama a atenção. A diferença entre gols sofridos e marcados também é muito grande. Com o craque em campo, são 32 gols feitos, média de dois por jogo. Sem ele, são seis gols, média de apenas um por partida. Em relação aos gols sofridos, são 13 gols com Neymar, média de 0,8 por jogo. Já sem o craque, a equipe sofreu 14 gols, média de 2,3.

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