Adrian Dennis/AFP
Adrian Dennis/AFP

Mais madura, talentosa geração da Bélgica busca consagração na Rússia

Belgas estreiam nesta segunda-feira contra o Panamá, às 12h, em Sochi

Marcio Dolzan, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

18 Junho 2018 | 00h00

Em 2014, uma “talentosa geração belga” chegou para a disputa da Copa do Mundo no Brasil debaixo de muita expectativa, mas parou nas quartas de final sem conseguir empolgar. Agora, quatro anos mais tarde e com a mesma geração mais madura, a Bélgica desembarca no Mundial da Rússia disposta a estragar a festa dos favoritos. Com um goleiro confiável, dois jogadores acima da média e um bom elenco, a equipe vem de uma sequência de 19 jogos sem perder e está atrás apenas da Alemanha e do Brasil no atual ranking da Fifa. A estreia é nesta segunda-feira contra o Panamá, às 12h (horário de Brasília), em Sochi.

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A espinha dorsal é formada pelo goleiro Courtois, o zagueiro Kompany, o volante Fellaini, os habilidosos meias Hazard e De Bruyne, e o atacante Lukaku. O time é treinado pelo espanhol Roberto Martínez, que tem como auxiliar o ex-atacante francês Thierry Henry, carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 2006.

No último Mundial, a Bélgica terminou líder de um dos grupos mais fáceis – formado ainda por Argélia, Rússia e Coreia do Sul –, mas vencendo as três partidas da primeira fase com dificuldades e por um único gol de diferença. Nas oitavas, precisou da prorrogação para superar os Estados Unidos, após empate por 1 a 1. O time acabou caindo nas quartas para a Argentina, ao perder por 1 a 0.

O desempenho decepcionante ficou no passado, avalia o goleiro Courtois. O titular do Chelsea e da seleção belga vê a equipe num momento muito melhor do que aquele e com uma bagagem importante. “Todos os jogadores foram mais experimentados. Vivemos coisas nesses quatro anos, disputamos grandes jogos. Estamos muito bem preparados”, pontua.

 

Dois jogadores são as principais armas do time. O meia Kevin De Bruyne é apontado por muitos como um dos possíveis sucessores de Messi e Cristiano Ronaldo na disputa de melhor jogador do mundo. E o capitão Eden Hazard, que aos 27 anos já tem uma década de serviços prestados à seleção, vive a melhor fase da sua carreira. Nas últimas dez partidas pela seleção, ele marcou seis gols e deu quatro assistências.

“Estamos em final de temporada, e seu rendimento foi muito bom esse ano. Ele está em ótima forma para disputar este Mundial, e muito bem preparado mentalmente”, analisa o técnico Roberto Martínez. “Eden está num momento ótimo de sua carreira, é o nosso capitão, um jogador que nunca encontra dificuldade. Temos outros jogadores nesta seleção em grande fase, como De Bruyne e Lukaku, mas não podemos ganhar uma partida dependendo apenas de um desses três. Precisamos jogar como um time.”

Sobre as chances de a Bélgica surpreender e chegar ao título, Courtois é evasivo. Ele coloca Brasil, Alemanha e Espanha entre as favoritas, mas diz que sua seleção tem boas chances de fazer uma grande campanha. “Temos qualidade, talento, ótimos jogadores, um grupo que se conhece bem e com a maioria dos atletas em sua plenitude”, avalia. “Não somos um dos grandes favoritos, mas temos condições de avançar muito. Não podemos dizer que vamos ganhar ou que somos os melhores, mas temos condições de avançar muito nesta competição.”

Para a estreia diante do Panamá, o técnico Roberto Martínez terá dois desfalques importantes. A dupla titular da zaga, Kompany e Vermaelen, recupera-se de lesão e não disputará a partida. Boyata e Alderweireld devem ir para o jogo.

Martínez prega respeito aos panamenhos, que disputam sua primeira Copa do Mundo. “(A classificação do Panamá) é uma das grandes histórias deste Mundial. É a primeira Copa deles, que estão vivendo um sonho. Não podemos prever como será o jogo”, considera o técnico. “Temos de ter uma atitude correta do início ao fim. Não será uma partida decidida em 60 minutos.”

 

 

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