Mais objetiva, Espanha converte domínio em vitória

Favorita ao título da Copa do Mundo, a Espanha repetiu as falhas dos jogos anteriores no primeiro tempo diante de Portugal, nesta terça-feira, e esteve perto da eliminação precoce nas oitavas de final. A zebra só foi afastada depois do intervalo, quando o time de Vicente Del Bosque mostrou maior objetividade no ataque e converteu o domínio em vitória.

FELIPE MENDES, Agência Estado

29 de junho de 2010 | 18h28

Como era esperado, os espanhóis dominaram a partida desde os primeiros minutos. A posse de bola chegou a 75% no primeiro tempo. Fechado na defesa, Portugal só assistia ao jogo. Mas a Espanha não conseguia acertar o último passe e o controle não gerava jogadas mais agudas no ataque. Foram poucas chances na etapa inicial.

Com um meio de campo limitado, os portugueses só se arriscaram no ataque a partir da metade do primeiro tempo. E, mesmo com a pouca inspiração de Cristiano Ronaldo, o time foi mais contundente. O goleiro Casillas foi surpreendido pelos contra-ataques do rival e quase cedeu às investidas em série, de Tiago, Meirelles e Almeida no final da etapa.

Os números do jogo mostram como Portugal soube aproveitar melhor os seus momentos e esteve mais perto de abrir o placar. A Espanha anotou 10 finalizações, das quais quatro acertaram o gol, apenas uma a mais que os rivais. Os portugueses, porém, precisaram de apenas 7 arremates para levar mais perigo.

A situação mudou no segundo tempo. Os espanhóis passaram a ser mais objetivos, graças à recuperação de Xavi e Iniesta, até então improdutivos. Foram 9 finalizações, seis delas no gol, duas a mais que no primeiro tempo. Um destes chutes parou no fundo das redes e definiu a vitória.

Portugal, por sua vez, reduziu ainda mais a sua produção no ataque. Registrou apenas duas finalizações depois do intervalo. Nenhum deles acertou o gol de Casillas. A falta de criatividade no meio de campo e a pouca eficiência do setor ofensivo ficaram evidentes depois do gol de Villa, quando os portugueses precisavam do empate para seguir na briga.

Curiosamente, o time de Carlos Queiroz foi eliminado ao sofrer seu primeiro gol neste Mundial. Sua defesa passou imaculada pela fase de grupos, mas não resistiu ao primeiro jogo do mata-mata, mostrando que retranca não ganha Copa.

A eficiência na defesa pode ser atribuída principalmente ao goleiro Eduardo, principal jogador do time nesta terça-feira. O jogador fez 9 defesas, a maioria delas de grande dificuldade, e evitou uma goleada na despedida da África do Sul.

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