Leo Correa/Divulgação
Leo Correa/Divulgação

Seguro, Douglas Costa fala em novas lambretas na seleção brasileira

Cheio de personalidade, meia do Bayern está mais confiante e solto 

Estadão Conteúdo

02 de setembro de 2015 | 21h05

O Douglas Costa que se apresentou neste início de setembro à seleção brasileira é bem diferente daquele jogador inibido que fez parte do grupo que disputou a Copa América do Chile, em junho e julho. Demonstra personalidade, confiança. Está bem mais à vontade fora de campo e garante que também estará dentro. A ponto de dizer que, se tiver oportunidade, repetirá com a camisa da seleção a "lambreta" que deu em jogo do Bayern de Munique.

O lance ocorreu no fim de semana, na vitória do Bayern de Munique sobre o Bayer Leverkusen, pelo Campeonato Alemão. Aos 36 minutos, ele deu a "lambreta" no atacante rival Brandt. O lance criou polêmica. O técnico do time bávaro, Pep Guardiola, aprovou. Mas o holandês Robben alertou o companheiro que esse tipo de jogada é perigoso e que ele pode vir a ser alvo da violência dos zagueiros se repeti-la.

Douglas Costa ficou com Guardiola. "Ele me deixa 100% à vontade, dentro do normal do time. Pede para eu partir para cima, fazer sempre o que eu faço, Guardiola me contratou para isso. Não tiro isso da minha cabeça, que é ir para cima. Isso que é o diferencial de eu ter chegado assim lá", disse o jogador, nesta quarta-feira, em New Jersey, em entrevista no hotel em que a seleção está concentrada.

O meia revelado pelo Grêmio chegou recentemente ao clube alemão, que pagou pouco mais de R$ 100 milhões para tirá-lo do Shakhtar Donetsk ucraniano. Jogando de maneira ofensiva, quase como um ponta-esquerda, se adaptou rapidamente e tem sido um dos destaques do Bayern de Munique. Com moral elevado, quer agora se firmar na seleção. Para isso, diz saber o que fazer: "Vou arriscar igual no Bayern".

Na Copa América, Douglas Costa, apesar de ter feito o gol da vitória brasileira na estreia sobre o Peru - marcou no último minuto da partida, após belo passe de Neymar - não conseguir se solidificar na equipe e ficou sempre como opção.

MATURIDADE

Agora, demonstra estar mais bem preparado para integrar o grupo da seleção. O jogador de 24 anos diz que procura planejar todos os passos de sua carreira e que a hora é de conquistar de vez espaço com Dunga. "Eu me preparei para viver isso. Fiquei cinco anos na Ucrânia, me preparei para jogar no Bayern. Agora tenho que agarrar essa oportunidade".

Com a ida para a Alemanha, Douglas Costa teve de mudar seu posicionamento em campo. Isso fez aparecer outra de suas características, a versatilidade. "No Shakhtar, eu jogava mais pelo lado direito. Cheguei no Bayern e todos falavam de Robben, Ribery e fiz o meu trabalho. Aqui não é diferente. Claro que o Neymar é um excelente jogador, mas quero o meu espaço". Ele tem boas chances de começar a partida deste sábado contra a Costa Rica, em New Jersey.

Mas, embora esteja na seleção, o meia passou a maior parte do tempo ontem falando da bela jogada feita em gramados alemães. E garantiu que a "lambreta" foi apenas um recurso de jogo. "Foi improviso. O Götze correu com a bola e eu não tinha por onde sair. Aí foi por cima mesmo. Por pouco não completo. Esse sempre foi meu futebol. E vou fazer sempre que tiver oportunidade".

Sobre o "conselho" de Robben, ele deixou claro que não pretende atender o holandês, evitando jogadas de maior plasticidade se julgar que são oportunas. E já conversou sobre isso com o companheiro de Bayern de Munique. "Não é de menosprezar o adversário, mas é um drible diferente. Eu tinha que arrumar saída para aquilo. Ele me avisou para tomar cuidado com pancadas, que o Campeonato Alemão tem, que vai ter mais visibilidade com outras equipes por causa do drible", disse. "Não vou mudar. E continuo com a mesma (caneleira) e com o mesmo futebol".

Contratado a pedido de Guardiola para suprir a ausência temporária de Ribery e eventualmente de Robben, Douglas Costa está bastante empolgado por trabalhar com o treinador espanhol. "É bastante diferente. O tratamento desde que eu cheguei, a parte tática... Não vi igual. É um prazer atuar com ele", disse.

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