Martin Meissner/ EFE
Martin Meissner/ EFE

Mal súbito sofrido por Eriksen não é o primeiro no futebol; relembre casos

Neste sábado, jogador da Dinamarca desmaiou em campo e precisou receber massagem cardíaca antes de ser levado ao hospital

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2021 | 16h11

O mal súbito que acometeu o jogador Christian Eriksen, durante o duelo entre Dinamarca e Finlândia, pela 1ª rodada da Grupo B da Eurocopa, fez os torcedores do mundo inteiro reviverem em suas memórias outros casos semelhantes, alguns deles até fatais. O início dos anos 2000 foi marcado por situações que levaram o mundo do esporte a tomar novas medidas de precaução e também aperfeiçoar o atendimento em campo dos atletas.

Desde então, mais exames médicos são realizados periodicamente nos atletas por parte de suas equipes e também das seleções. Grandes eventos obedecem a um rigoroso protocolo de atendimento aos jogadores e torcedores em caso de acidentes. No Brasil, por exemplo, nenhuma partida pode ter início sem que haja duas ambulâncias no estádio. O aperfeiçoamento dessas ações diminuiu o número de mortes de atletas durante a prática esportiva.

Em 2003, houve um dos mais marcantes casos de tragédias que aconteceram no gramado. Camarões e Colômbia se enfrentavam pelas semifinais da Copa das Confederações, extinta competição organizada pela Fifa. O volante camaronês Marc-Vivien Foé, de 28 anos, sofreu um mal súbito. Apesar da morte do jogador, o jogo foi reiniciado e terminou com vitória dos africanos, por 1 a 0. Uma autópsia foi realizada no corpo do jogador e identificou um problema no coração que aumentava os riscos de ataque cardíaco durante a prática do futebol.

Serginho, zagueiro de 30 anos do São Caetano, teve um desmaio em campo durante um jogo com o São Paulo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro de 2004. Ele foi levado ao hospital, mas acabou morrendo horas depois. Poucos meses antes, Serginho havia comemorado o título paulista pela equipe do ABC. O jogador sofria de uma cardiomiopatia hipertrófica, mas seguiu atuando mesmo assim.

Também em 2004, o futebol português presenciou uma cena trágica. Em jogo entre Benfica e Vitória de Guimarães, o jovem atacante húngaro Miklos Féher, de 24 anos, teve uma parada cardíaca em campo. Ele foi socorrido por médicos das duas equipes, mas não resistiu. Mais jovem ainda era Antonio Puerta. Aos 22 anos, o jogador do Sevilla teve uma parada cardíaca durante o jogo com o Getafe pela rodada inaugural do Campeonato Espanhol de 2007. Puerta era um dos principais jogadores da equipe andaluz, que havia conquistado o bicampeonato da Copa da Uefa, em 2006 e 2007. Depois do desmaio, o jogador foi levado ao hospital e ficou na UTI. Após novas paradas cardiorrespiratórias e três dias internado, teve problemas cerebrais e faleceu.

Em 2012, em partida pela segunda divisão do futebol italiano, entre Livorno e Pescara, o meia Piermario Morosini, de 25 anos, teve uma parada cardíaca. O jogador recebeu os primeiros socorros, mas morreu a caminho do hospital. O caso fatal mais recente foi em 2016, na Romênia. O camaronês Patrick Ekeng-Ekeng, do Dínamo de Bucareste, teve um desmaio no gramado durante a partida com o Vitorul Constanta. Levado ao hospital, o jogador de 26 anos não resistiu. Em 2018, outro caso chamou a atenção do mundo todo, mas aconteceu fora das quatro linhas. O zagueiro italiano Davide Astori, da Fiorentina, foi encontrado morto na concentração da equipe. Ele tinha 31 anos e sofreu uma parada cardiorrespiratória.

 

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