Malaga reclama de conspiração após eliminação cruel

O Malaga sugeriu que não foi apenas a sorte que esteve contra o time na derrota de terça-feira para o Borussia Dortmund, em que os estreantes foram eliminados nas quartas de final da Liga dos Campeões com dois gols sofridos nos acréscimos.

IAIN ROGERS, Reuters

10 de abril de 2013 | 08h26

O clube de propriedade de um xeque do Catar vencia a partida de volta do confronto contra o Dortmund por 2 x 1 até o intervalo, mas levou o empate e a virada após o fim do tempo regulamentar. O jogo de ida, na semana passada, na Espanha, terminou empatado em 0 x 0.

Replays da televisão mostraram que vários jogadores do time alemão estavam impedidos no lance do terceiro gol, marcado pelo brasileiro Felipe Santana, e o normalmente comedido técnico do Malaga, Manuel Pellegrini, criticou os árbitros.

"Nesta ocasião não podíamos ou não quiseram que nós passássemos", disse Pellegrini em entrevista coletiva.

"Depois do 2 x 1, não houve arbitragem", acrescentou o chileno.

"Eles nos empurraram para trás com cotoveladas e empurrões. Houve duas expulsões que não foram dadas, um impedimento duplo no terceiro gol, que não deveria ter contado."

"Diziam que (o Dortmund) era o melhor time da Europa, e no final eles estavam dando chutões para frente. Estamos saindo com sentimentos muito amargos", acrescentou.

O meia Joaquín, que colocou o Malaga na frente, aos 25 minutos, e o dono do clube, xeque Abdullah Al Thani, membro da família real do Catar, foram mais diretos.

Em uma série de comentários em seu Twitter oficial, logo após o apito final, Al Thani culpou a derrota ao "racismo" e pediu à Uefa para lançar um inquérito.

Joaquín sugeriu que o presidente da Uefa, Michel Platini, pode ter tido algo a ver com a derrota.

Platini é profundamente impopular em Málaga em consequência da proibição imposta pela Uefa que impediu o clube de disputar competições continentais na próxima temporada, devido a atrasos nos pagamentos a credores.

"Nós suspeitamos que Platini e todo o resto estão envolvidos", disse Joaquín à rádio espanhola.

"Porque somos o Málaga e não o Real Madrid, é mais fácil fazer isso conosco", acrescentou.

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