Mancha e Gaviões acusam comando da PM

Pelo menos em um ponto a corintiana Gaviões da Fiel e a palmeirense Mancha Verde estão em sintonia: o diálogo entre as torcidas organizadas diminuiu desde que o coronel Luís Serpa assumiu o 2º Batalhão de Choque da PM, responsável pela segurança nos estádios.?O atual comando cortou o diálogo com as torcidas?, lamenta Wildner Rocha, vice-presidente da Gaviões da Fiel. Na Mancha Verde, a posição é radical. ?Cansamos de mandar ofícios, mostrando rotas dos ônibus, os pontos mais perigosos, mas ele (Serpa) nos ignora. Diz que não vai nos ouvir porque estamos suspensos?, protesta Jânio Carvalho dos Santos, ex-presidente da Mancha.No caso da morte do palmeirense Diogo Lima Borges, Jânio dos Santos revelou que o local da briga, a Estação Tatuapé do Metrô, é um ponto crítico. No jogo do primeiro turno do Brasileiro (10 de julho), os torcedores corintianos armaram uma emboscada na avenida Radial Leste. Fecharam dois ônibus com palmeirenses e deram vários tiros. Saldo: dois feridos. ?Avisamos o Batalhão. Temos os faxes para provar, mas nada foi feito. Eles (a polícia) também têm sua parte de responsabilidade?, disse Jânio dos Santos.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2005 | 19h48

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