Dave Thompson / AP
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Manchester City bate o PSG, de Neymar, de novo e vai à final da Liga dos Campeões pela 1ª vez

Sob o comando de Pep Guardiola, equipe inglesa faz 2 a 0 com ambos os gols de Mahrez e se garante na decisão

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2021 | 17h56

O Manchester City conseguiu pela primeira vez se classificar para a final da Liga dos Campeões, nesta terça-feira, ao derrotar o Paris Saint-Germain por 2 a 0, na Inglaterra. Como já havia vencido no primeiro duelo, em Paris, por 2 a 1, o time inglês vai disputar a final dia 29, em Istambul, contra Chelsea ou Real Madrid, que decidem a outra vaga nesta quarta-feira, em Londres. 

Além do gramado molhado por causa da chuva e neve, o Paris Saint-Germain teve sua missão dificultada logo aos dez minutos de jogo, quando Ederson fez lindo lançamento para Zinchenko. De Bruyne arriscou o chute e a bola sobrou para Mahrez bater cruzado e abrir o placar.

Com isso, o time do técnico Mauricio Pochettino passou a precisar de três gols para obter a vaga na final. E a sorte não esteve com Neymar e seus colegas na primeira etapa. Dois exemplos: aos 16, Marquinhos subiu demais e tocou de cabeça para acertar a trave, aos 18, Ederson saiu jogando mal, Di Maria roubou a bola de Bernardo Silva e chutou para o gol aberto, mas errou por pouco o alvo.

Os dois lances de perigo fizeram o City retomar a concentração no jogo e a posse de bola foi muito valorizada. O time inglês se fechava bem na defesa, às vezes até com duas linhas de cinco jogadores, iniciando a marcação apenas em sua intermediária.

Neymar, sem Mbappé, que estava machucado no banco de reservas, não estava inspirado, pouco fez e ainda se irritou com a marcação forte que sofreu durante os 45 minutos. Como o PSG pouco chegou à área de Ederson, o City até se arriscou mais no ataque e por pouco não ampliou a vantagem no final da etapa mais uma vez com Mahrez. Bernardo Silva também teve chance de fazer o segundo.

A expectativa para o segundo tempo era a entrada de Mbappé para que o PSG pelo menos conseguisse virar o placar e levar a decisão da vaga para a prorrogação, mas a alteração não foi feita por Pochettino. 

O City veio com uma marcação na saída de bola do PSG e conseguiu duas boas chances com Foden, mas Navas fez boas defesas. O jogo ficou aberto e Neymar poderia ter empatado, se Zinchenko não se jogasse na bola.

A disputa ficou boa para o City, que sabe como poucos times contra-atacar. E foi o que ocorreu aos 12 minutos.  Foden e De Bruyne tabelaram, mas foi Mahrez o autor do segundo gol.

O 2 a 0 no placar acabou com o equilíbrio emocional do PSG. Di Maria foi expulso aos 23 minutos, Neymar passou a discutir bastante com Mahrez e algumas faltas foram violentas. Desequilibrada, a equipe francesa virou um alvo fácil e o placar poderia ter sido ainda maior a favor do City.

ANÁLISE: Ida ao PSG fez Neymar regredir na carreira

Raphael Ramos*

Aos 29 anos, era para Neymar estar no auge da carreira, “voando”, como se diz na gíria do futebol. Mas não está. O atacante joga menos hoje do que nos tempos de Barcelona.

Por isso, não é exagero afirmar que o principal jogador do Paris Saint-Germain atualmente não é Neymar, e sim o garoto prodígio Mbappé, de 22 anos e já com um título de Copa do Mundo no currículo. Depois de atuação estupenda diante do Barcelona, nas quartas de final, quando marcou três gols, o francês se machucou e fez muita falta diante do Manchester City.

Sem o companheiro, Neymar virou um jogador comum. A bem da verdade é que, dentro de campo, os 222 milhões de euros pagos pelo PSG ainda não se justificaram. O contrato termina no próximo ano e até agora Neymar continua sem conseguir levar o time de Paris ao tão sonhado título da Liga dos Campeões.

* Editor assistente de Esportes

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