REUTERS/Juan Medina
REUTERS/Juan Medina

Manchester United rescinde contrato de patrocínio com companhia aérea russa

Decisão do clube inglês em findar parceria com a Aeroflot vem na sequência da invasão ao território da Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2022 | 13h50

O Manchester United anunciou em nota oficial nesta sexta-feira o término de suas relações com a companhia aérea russa Aeroflot, que patrocinava o clube e tem o governo russo como seu acionista majoritário. A decisão é consequência da invasão das tropas russas sobre o território ucraniano.

"Após os acontecimentos na Ucrânia, o clube retirou os direitos de patrocínio da Aeroflot", afirmou o United em comunicado. "Compartilhamos a preocupação de nossos torcedores em todo o mundo e nossos pensamentos estão com os afetados", acrescentou.

Na última quinta-feira, 24, a companhia já havia sido proibida de realizar voos para o Reino Unido, horas depois do início da invasão à Ucrânia, como uma das sanções do primeiro ministro britânico Boris Johnson à Rússia. A Aeroflot patrocinava o Manchester United desde 2013 e substituiu a Turkish Airlines como parceira aérea do clube. O contrato havia sido renovado em 2017 e era válido até 2023, no valor de 40 milhões de euros (231 milhões de reais). O clube inglês seguiu a decisão do Schalke 04, que na quinta-feira rescindiu o contrato com a Gazprom, companhia energética russa, que era a principal patrocinadora do clube alemão.

O futebol europeu também vem acompanhando de perto a crise diplomática. A Uefa trocou a cidade da final da atual edição da Liga dos Campeões de São Petersburgo para Paris, no Stade de France, no dia 28 de maio. 

A Fifa também vai tratar do calendário dos jogos das seleções que disputarão a repescagem para a Copa do Mundo deste ano, no Catar. Polônia, Suécia e República Checa descartaram jogar partidas no país de Vladimir Putin. O presidente Gianni Infantino adotou um discurso em que pede pelo diálogo construtivo e evitou tomar decisões que afetem os jogos.

Na visão de Fábio Wolff, diretor da Wolff Sports & Marketing, o cenário mundial exige um posicionamento rápido dos agentes envolvidos no mercado, principalmente quando se trata de situações que afetam a população como um todo. 

"As marcas têm se posicionado cada vez mais e elas são cobradas por isso. Ou elas fazem de forma natural ou serão cobradas por isso. Vivemos em um mundo em que a tecnologia tornou a divulgação da informação muito rápida. Estamos passando ainda por um período de pandemia. O mundo todo se estressou e ainda tem se estressado por causa dessa realidade", . Muitas pessoas perderam entes queridos. Ninguém quer uma guerra agora. O posicionamento deve ser coerente com aquilo que o mundo deseja, ou seja, queremos um momento de paz e não de guerra", afirma o especialista em gestão e marketing esportivo.

[---#{"MM-ESTADAO-CONTEUDO-FOTO":[{"ID":"1229676","PROVIDER":"AGILE"}]}#---

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.