Manchester United e Chelsea duelam pelo título europeu

Inédita final entre times ingleses do principal torneio europeu é o destaque desta quarta, a partir das 15h45

O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2008 | 18h27

Numa inédita final entre dois times ingleses, Manchester United e Chelsea se enfrentam nesta quarta-feira, a partir das 15h45 (horário de Brasília), no Estádio Luzhniki, em Moscou, na Rússia, para ver quem ficará com o título da Liga dos Campeões da Europa (acompanhe online aqui no estadao.com.br e ouça pela rádio Eldorado/ESPN). A decisão do mais importante torneio de clubes do mundo reúne alguns dos principais jogadores da atualidade e vai atrair as atenções do planeta.Veja também: As prováveis escalações dos times e estatísticas Gramado do Estádio Luzhniki não preocupa para decisão da Liga Moscou vive dia de tranqüilidade na chegada das torcidas Hargreaves acredita que final recompensa ida para o ManchesterEnquanto o mundo inteiro estará ligado na transmissão do jogo pela tevê, cerca de 40 mil torcedores ingleses são esperados em Moscou para a final desta quarta-feira, quando o Estádio Luzhniki terá capacidade para 69.500 pessoas - quase 15 mil a menos do que o normal, por questões de segurança. A violência da torcida, inclusive, deixou a polícia russa em alerta, preparando um rigoroso esquema.Mas as atenções estarão mesmo voltadas para dentro de campo nesta quarta-feira. Num primeiro momento, para ver ser o gramado do Luzhniki está em boas condições. Afinal, o estádio tem originalmente grama sintética, mas ela foi trocada por natural há cerca de 15 dias, o que deixou jogadores e treinadores preocupados com a qualidade - a Uefa, no entanto, garantiu que isso não atrapalhará o espetáculo.Entre os finalistas, muita rivalidade e histórias um pouco diferentes. Os dois acabaram de definir, apenas na última rodada, o título do Campeonato Inglês. E o Manchester levou a melhor, conquistando o bicampeonato - o Chelsea, no entanto, tinha sido campeão nas duas temporadas anteriores. Sinal de que ambos vêm dominando o cenário nacional, faltando a glória internacional.O Manchester leva vantagem sobre o rival quando o assunto é tradição. Afinal, já ganhou a competição européia duas vezes na história (68 e 99) e tem um passado de glórias. O Chelsea, por sua vez, começou a fazer sucesso recentemente, desde que foi comprado pelo bilionário russo Roman Abramovich, no começo da década. Assim, estará em sua primeira final de Liga dos Campeões - foi semifinalista em quatro das últimas cinco edições. Entre eles, a vantagem é do Manchester, que venceu 65 dos 147 jogos na história do confronto com o Chelsea, que somou 40 vitórias - foram 42 empates. Além disso, o Manchester fez melhor campanha na história da atual Liga dos Campeões: ainda invicto, tem nove vitórias e três empates, enquanto o Chelsea soma seis vitórias, cinco empates e uma derrota nas mesmas 12 partidas disputadas.TIMESOs finalistas não têm problemas para a grande final. Tanto o inglês Alex Ferguson, do Manchester, quanto o israelense Avram Grant, do Chelsea, terão à disposição seus melhores jogadores para colocar em campo nesta quarta-feira, em Moscou. Por isso mesmo, os três brasileiros que defendem os dois clubes - o zagueiro Alex e o lateral-direito Belletti, no Chelsea; e o meio-campista Anderson, no Manchester United - ficarão no banco de reservas.No Manchester, Alex Ferguson terá a volta do zagueiro sérvio Vidic, que se recuperou de contusão e forma uma defesa que não leva gols há cinco jogos na Liga dos Campeões - o último foi na primeira partida das oitavas-de-final, no empate fora de casa com o Lyon, por 1 a 1. Mas o treinador ainda tem uma dúvida para definir a escalação titular, entre o atacante argentino Tevez e o meio-campista alemão Hargreaves."Sempre disse que esse número de títulos (duas conquistas da Liga dos Campeões da Europa) é pequeno para a história de glórias desse clube. Espero que possamos fazer algo a respeito nesta final", afirmou Alex Ferguson, que é o treinador do Manchester desde 1986.No Chelsea, Avram Grant também terá força total para escalar a sua equipe. E aposta nessa nova realidade do futebol mundial. "Já somos uma equipe grande, mas estamos criando tradição. Estamos entre os grandes e queremos mais", avisou o treinador israelense, cuja permanência no cargo não está garantida nem mesmo em caso de título - ele foi apenas uma opção caseira depois que o português Jose Mourinho saiu no começo da temporadaOs prováveis destaques dessa grande final são estrangeiros, assim com a maioria dos jogadores desses dois times ingleses. O Manchester confia no atacante português Cristiano Ronaldo, grande favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2008. E o Chelsea aposta no marfinense Drogba, sempre goleador, principalmente nos momentos decisivos. 

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