AFP PHOTO / MARCO BERTORELLO
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Mancini conversa com Buffon e espera contar com o veterano na seleção italiana

"Falei com o Gigi pelo telefone, logo depois que fui confirmado como técnico. Ele me explicou suas intenções e disse que pretende continuar jogando futebol", disse o treinador

Estadão Conteúdo

24 de maio de 2018 | 17h34

O novo técnico da Itália, Roberto Mancini, ainda espera contar com o goleiro Gianluigi Buffon, de 40 anos. Nesta quarta-feira, o treinador disse ter falado com o jogador recentemente e não o descartou da próximas convocações

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"Falei com o Gigi pelo telefone uns dias atrás, logo depois que fui confirmado como técnico. Foi uma conversa rápida. Ele me explicou suas intenções e disse que pretende continuar jogando futebol", contou em entrevista coletiva na cidade de Florença.

Buffon, no entanto, disse na última semana que não jogaria mais pela seleção de seu país. Na coletiva de imprensa quando se despediu da Juventus, o goleiro afirmou que já havia prestado os serviços necessários à seleção e não precisava "de outras demonstrações de afeto".

Campeão mundial pela Itália em 2006, Buffon ainda tem futuro incerto no futebol e não revelou onde atuará na próxima temporada. Em novembro, ele disse que não jogaria mais pela Itália. A declaração foi dada logo após a eliminação para a Suécia na repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Mas agora em março ele jogou os dois amistosos da seleção italiana.

A expectativa é que ele fizesse o jogo de despedida da seleção no amistoso de 4 de junho contra a Holanda, no Allianz Stadium. Mancini ainda acredita que Buffon vai mudar de ideia. "Todo jogador que está no futebol e quer dar o seu melhor espera ser chamado para a seleção de seu país", justificou.

A VOLTA DE BALOTELLI

O treinador fez sua primeira convocação no sábado e chamou os goleiros Gianluigi Donnarumma (Milan), Mattia Perin (Genoa) e Salvatore Sirigu (Torino). A principal novidade foi a presença do atacante Mario Balotelli, que há quatro anos não era chamado para defender a Itália.

"O Mario é um caso particular. Quando ele era muito jovem, ele já era um grande jogador. Então acho que ele não conseguiu manter tão bom quanto no início", disse o treinador que trabalhou com o jogador no Inter de Milão e no Manchester City.

"Tudo depende dele (Balotelli). Ele tem jogado bem nos últimos dois anos. Acredito nele. Ele tem que dar o máximo e acreditar em seu potencial. Acho que ele está mais maduro agora. Tem dois filhos e mais responsabilidade", emendou.

O primeiro dos amistosos da Itália é contra a Arábia Saudita, no próximo dia 28, em São Galo, na Suíça. Depois, a seleção, que fica de fora de um Mundial pela primeira vez em 60 anos, encara a França, no dia 1º de junho, em Nice, e a Holanda, em 4 de junho, em Turim, na Itália.

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