Mancini diz que Dodô poderá ficar no banco na quarta

O Vasco tem um grande problema nas mãos. Recuperar a autoestima e o futebol de Dodô. O atacante marcou apenas um gol nos últimos nove jogos e vive fase ruim desde as semifinais da Taça Guanabara, culminando com os dois pênaltis perdidos na derrota para o Flamengo, domingo, no Maracanã.

AE, Agencia Estado

15 de março de 2010 | 18h05

O discurso do técnico Vágner Mancini e da diretoria é de apoio ao jogador, até como forma de não perder o investimento de risco que o clube fez no retorno ao futebol de Dodô, mas sua titularidade já está seriamente ameaçada.

Para Mancini, até Adriano serve de exemplo para o atacante. O técnico também traçou paralelo com Kaká como forma de incentivá-lo. "O Dodô não é um menino de 20 anos. É um atleta rodado, que sabe que o futebol é dessa forma. O Dodô é um cara inteligente e tem tudo para dar a volta por cima. O caminho vai ser duro. Ele vai ter até que mudar a sua forma de jogar, mostrar ao torcedor que quer isso", comentou Mancini, lembrando que Kaká chegou ao Real Madrid como estrela e hoje é questionado.

Nesta segunda-feira, no embarque da delegação vascaína para Maceió, onde o time enfrenta o ASA, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, Dodô ficou em silêncio e não se pronunciou, sob orientação da diretoria.

"Ele está abatido, triste. Nenhum jogador gosta de perder, ainda mais em um clássico. Vamos dar apoio e não execrar ninguém", disse o gerente de futebol Rodrigo Caetano.

Dodô deve ser titular contra o ASA, uma vez que Carlos Alberto, machucado, sequer viajou. Mas assim que o capitão se recuperar, o atacante deve perder seu posto se não melhorar seu desempenho. Mancini nem mesmo garante o jogador entre os titulares para a partida de quarta. "Não sei ainda. Não está determinado. Ainda está muito em cima do clássico para dizer isso. É preciso calma, ser sereno acima de tudo", pediu o treinador.

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