Manifestação na região do Maracanã termina em confronto

Cerca de cinco mil pessoas protestaram contra a realização da Copa do Mundo em 2014

TIAGO ROGERO, Agência Estado

30 de junho de 2013 | 18h56

Um pouco antes do início do jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações, um grupo de manifestantes entrou em confronto com a polícia nos arredores do Maracanã. O protesto vinha ocorrendo de forma pacífica durante toda a tarde deste domingo, com a participação de cerca de cinco mil pessoas, até chegar ao bloqueio montado pela PM a cerca de 400 metros do estádio, quando começou o conflito.

Ao chegar ao local, no entroncamento da Rua São Francisco Xavier com a Avenida Maracanã, os manifestantes gritam palavras de ordem como "Não vai ter Copa", "A verdade é dura / a PM apoiando a ditadura" e "Cabral é ditador", em referência ao governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB). Do outro lado, policiais do Batalhão de Choque usavam escudos, capacetes e cassetetes e os agentes da Força Nacional de Segurança, escudos e máscaras antigás.

Na tentativa de romper a barreira policial e poder chegar ao estádio, os manifestantes começaram a jogar pedras e fogos de artifício, provocando o confronto. Os PMs revidaram com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, dispersando o grupo que estava protestando no local. Foi acionado até mesmo o caveirão (carro blindado da PM) para ajudar a controlar a situação.

Nas redes sociais, o grupo Anonymous Rio pede aos moradores das redondezas que filmem a ação policial e liberem o sinal de Wi-Fi das suas casas, já que a rede 3G não estaria funcionando na região.

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