Manifestantes protestam em frente ao Estádio Mané Garrincha em Brasília

Polícia Militar do Distrito Federal cerca o local para evitar confusão com público da partida

Almir Leite, Leandro Silveira e Ricardo Della Coleta, Enviados Especiais,

15 de junho de 2013 | 12h30

BRASÍLIA - Centenas de manisfestantes protestam em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, palco de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão. O Batalhão de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal, já formou um grande cordão de isolamento para impedir que  protestantes entrem no estádio. Após um outro grupo tentar acessar o local onde estavam concentrados os manifestantes, ocorreu um confronto entre a PM e os manifestantes. Também havia torcedores nas proximidades. O sistema de som do estádio chegou a dar instruções para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo, já que boa parte do público que foi assistir ao jogo entre Brasil e Japão ainda estava fora do Mané Garrincha - "As bombas de gás não causam mal à saúde. Procure não esfregar os olhos", foi anunciado.

Até então, o protesto deste sábado, contra a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, vinha ocorrendo de forma pacífica. Segundo dados preliminares, cerca de 700 pessoas estavam na manifestação do lado de fora do estádio, o que chegou a atrapalhar um pouco o acesso dos torcedores para acompanhar Brasil x Japão, jogo marcado para começar às 16 horas. A PM e o governo do Distrito Federal chegaram a dizer que a situação estava sob controle.

A mobilização, organizada pelas redes sociais, começou na Rodoviária de Brasília, às 10h30. Os manifestantes reclamam contra a aplicação de recursos no evento esportivo, com gritos como “da Copa abro mão, quero ver dinheiro para educação”.

A manifestação provocou o atraso na abertura dos portões da arena. O local deveria ser aberto ao público ao meio-dia, mas, apenas após às 13h o acesso foi liberado.

Já nas bilheterias, existe uma grande fila para a retirada dos ingressos no Centro de Convenções. Os expectadores reclamam da falta de organização para orientar o público.

Além de protestar contra a realização do evento esportivo no Brasil, os manifestantes se dizem solidários ao movimento contra o aumento das tarifas do transporte público em várias cidades do País, como Rio e São Paulo.

Atualizado às 15h45

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