Mano com dificuldades para encontrar 'o meia'

Treinador já utilizou sete jogadores na posição, mas nenhum deles convenceu

Fabio Hecico,

20 de março de 2008 | 20h13

Empate por 2 a 2 com o Juventus no sábado, pelo Paulista, e vitória por 2 a 1 sobre o Fortaleza, na noite de quarta-feira, na Copa do Brasil. Resultados que mantiveram a equipe em boa situação nas duas competições. Muita coisa, no entanto, vem desagradando ao técnico Mano Menezes, que parece andar com a cabeça agitada, cheia de dúvidas.Veja também: Felipe defende Acosta: 'É só falar mal dele que ele faz gol'Em intervalo de cinco dias, o treinador utilizou sete armadores: Héverton, Diogo Rincón e Lulinha no primeiro jogo e Éverton Ribeiro, Marcel, Acosta e Rafinha no segundo. Nenhum, porém, convenceu. E mais: eles mostraram que o time fica vulnerável com dois ao mesmo tempo em campo.Copiando o título de um clássico do faroeste, Mano Menezes tem "Sete Homens e um Destino". Sua missão é definir quem será o armador até o fim do primeiro semestre. Isso porque a diretoria trabalha para trazer um novo camisa 10 para a Série B Nacional.No filme de John Sturges, sucesso desde 1960, os sete homens lutam juntos por um mesmo objetivo, o de defender um vilarejo mexicano de Calvera e sua gangue de ladrões. No Corinthians os sete armadores brigam para convencer o comandante de que têm condições de assumir a titularidade. O problema era para estar solucionado desde dezembro, quando Acosta chegou, como presente de Natal, e ganhou logo a camisa 10. Mas ela pesou no uruguaio, que chegou a enfrentar vaias da torcida, acabou na reserva e já pediu à diretoria para utilizar a 25 na Série B, segundo ele, "o número da sorte."Marcel desembarcou no clube sob indicação de Mano Menezes e em poucos jogos deixou até de ser relacionado. Um fracasso. Lulinha ainda não justificou a fama de futuro craque, os xarás Évertons, um deles com H, aparecem de vez em quando e Rincón ainda sofre com a falta de ritmo. Até Rafinha, até então esquecido no Parque São Jorge, entrou na briga pela vaga.Ele jogou alguns minutos no Castelão, e o treinador corintiano garantiu não estar disposto a liberá-lo, como foi cogitado por seus empresários. "O Rafinha é jovem e não seria relacionado tantas vezes se não tivesse qualidade."Adepto ao futebol com dois meias, Mano ainda não conseguiu adaptá-lo no Corinthians. Toda vez que tenta, a equipe não vai bem. "Com dois meias, tínhamos de controlar os jogos. Na quarta-feira, tivemos a chance, mas erramos muito e entregamos a bola ao rival." Na segunda etapa, o time melhorou quando ele voltou a usar três zagueiros. E essa deve ser a tendência nesta reta final de Paulista. Com qual jogador armando? Nem Mano sabe responder.

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