Filipe Araújo/AE
Filipe Araújo/AE

Mano critica amistosos do Corinthians no ano do centenário

Técnico não quer 'arriscar uma Copa Libertadores' por conta da partida em agosto, no Santiago Bernabéu

Marcel Rizzo, Agencia Estado

11 de janeiro de 2010 | 08h19

Se em 2009 Mano Menezes evitou questionar atitudes do departamento de marketing que pudessem influenciar em seu trabalho, em 2010 ele não quer problemas que prejudiquem o projeto corintiano na Libertadores. Ao seu estilo, sem criticar diretamente mas dando o recado com endereço certo, ele criticou a possibilidade de o clube marcar um amistoso contra o Real Madrid em agosto - exatamente o mês em que será disputada a final da competição sul-americana.

"Vamos decidir da mesma maneira como decidimos tudo (em conjunto entre os departamentos). Mas tem momentos em que pode fazer e momentos em que não pode. Você não vai arriscar uma Libertadores porque pensou num amistoso fora de propósito. Tem de ter tranquilidade, definir bem as coisas, para que lá na frente só tenha benefício."

O argumento que o treinador usará com a diretoria caso sejam marcados amistosos durante a Libertadores é que a marca Corinthians no mundo será fortalecida em caso de uma conquista da América e participação no Mundial de Clubes de dezembro, nos Emirados Árabes.

"O principal que deve ser considerado para o Corinthians ser amplamente conhecido no mundo é ganhar títulos e disputar campeonatos importantes. E é preciso foco nisso."

A conversa entre Corinthians e Real Madrid surgiu por iniciativa de Fabiano Farah, empresário de Ronaldo e Roberto Carlos. O presidente do clube espanhol, Florentino Perez, gostou da ideia, principalmente pelo Corinthians ter os dois ex-galácticos no elenco. O lateral-esquerdo, por exemplo, jogaria cada tempo por um time.

O jogo de quarta-feira contra o Huracán, o primeiro do ano, também não anima o treinador. Ele esperava ter a chance de testar formações para a temporada, mas será o jogo de despedida de Marcelinho Carioca.

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