Mano deve mexer novamente no ataque do Corinthians

Depois de testar Lima no lugar de Finazzi, técnico aposta no argentino Herrera junto com Acosta

Vitor Marques, Jornal da Tarde

04 de fevereiro de 2008 | 20h29

Setor mais criticado do Corinthians nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, o ataque deverá sofrer nova mudança para a partida de quarta-feira contra o Barueri. Depois de testar Lima no lugar de Finazzi, Mano Menezes pretende escalar o argentino Herrera, conhecido como 'quase gol' em seu país, ao lado do uruguaio Acosta, mantido no time. Veja também: Acosta pede mais dois jogos para atingir seu melhor futebol Artilheiro do time em 2007, com 13 gols, Finazzi desfalcará a equipe por mais de duas semanas. Nesta segunda-feira, o médico Paulo Faria confirmou que o atacante, que sofre de uma tendinite no joelho esquerdo, passará a semana fazendo fisioterapia e será reavaliado somente na próxima segunda. Ainda segundo o médico, se o tratamento der resultado Finazzi volta a treinar com bola na semana que vem, desfalcando o time, no mínimo, em mais três jogos (Barueri e Ituano, pelo Paulistão, e Barras, pela Copa do Brasil). A ida de Finazzi para o estaleiro coincide com o péssimo momento do ataque corintiano, que não marca há 300 minutos e é o quarto pior do campeonato. O Corinthians empatou os últimos três jogos em 0 a 0. Finazzi já não jogou sábado contra o Mirassol. Na semana passada, Mano Menezes chegou a afirmar que se fosse uma "partida decisiva", Finazzi estaria em campo. Pelo jeito, o problema não era assim tão simples. Para seu lugar, Herrera tem mais chances de sair jogando do que Lima, que ficou mais de um ano parado. Mano declarou que Herrera não entrou como titular no sábado porque estava desgastado por ter jogado quarta-feira contra o Sertãozinho em Ribeirão Preto. Na Argentina, Herrera ganhou o apelido de 'quase gol' por causa das muitas chances desperdiçadas na frente do goleiro. No ano passado, ele marcou somente dois gols, atuando por três times. Acosta não tem gostado das constantes mudanças no ataque. Ele disse que precisa se adaptar ao estilo de cada um. "O Finazzi fica mais fixo, o Herrera e o Lima se movimentam mais, cada um tem uma característica diferente."O uruguaio culpou a marcação das equipes pequenas pela falta de gols do Corinthians. "No Campeonato Paulista os times jogam muito fechados", disse o autor de um dos seis gols do time.

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