Mohammed Dabbous/Reuters
Mohammed Dabbous/Reuters

Mano exalta experiência de Ronaldinho contra Argentina

'Tenho uma noção muito clara de que ele está chegando neste momento para agregar', afirma o treinador

AE, Agência Estado

15 de novembro de 2010 | 16h19

O técnico Mano Menezes concedeu nesta segunda-feira a sua primeira entrevista coletiva em Doha, no Catar, onde a seleção brasileira irá enfrentar a Argentina na próxima quarta-feira, em seu último amistoso neste ano. E o principal assunto na coletiva foi Ronaldinho Gaúcho, convocado pelo treinador para dar ao Brasil uma grande "referência" diante do tradicional adversário.

O comandante exaltou a importância que Ronaldinho pode ter em um confronto deste quilate. "Tenho uma noção muito clara de que ele está chegando neste momento para agregar. Temos um trabalho iniciado, e é sempre um pouco diferente você chegar durante esta trajetória, mesmo que ela seja curta, mas ele sabe da referência que ele significa para o futebol brasileiro e para a seleção. É um jogador que está vindo neste momento exatamente para agregar esses valores todos e essa experiência de trajetória, e mais especificamente uma experiência em um jogo como esse, que é um jogo diferente apesar de ser um amistoso", ressaltou Mano Menezes.

Em seguida, o técnico lembrou que Ronaldinho Gaúcho precisa continuar se cobrando para recuperar boa parte daquele futebol que um dia o fez ser eleito por duas vezes pela Fifa o melhor jogador do mundo.

"É importante ele ter como referência ele mesmo. Esse é o parâmetro da comparação que nós vamos fazer e que ele também precisa trabalhar para se aproximar do Ronaldinho que nós todos conhecemos, que sempre foi o jogador acima da média, com capacidade de produção de ser referência dentro de um jogo", reforçou.

Mano, porém, enfatizou que nem sempre Ronaldinho poderá fazer a diferença com o seu futebol. Na seleção, ele terá de ser mais útil do que o "artista da bola" que foi com a camisa do Barcelona, quando era o grande protagonista do futebol mundial. "Ele não vai ser sempre o jogador que vai pegar a bola e decidir todas as partidas. Torcedor gosta de jogada plástica. Nós, técnicos, gostamos disso, mas também gostamos de produção", avisou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.